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Dr. Rafael Pereira Guimarães – Neurologista – São Paulo – SP

Tontura é um dos sintomas mais comuns na prática médica — e também um dos mais mal compreendidos.

Muitos pacientes acreditam ser “labitintite”, pressão baixa ou algum problema no cerebro.

A verdade é que tontura não é um diagnóstico. É uma sensação. E pode ter várias causas diferentes — algumas simples, outras que exigem avaliação neurológica cuidadosa.

Se você está lidando com tontura frequente ou persistente, entender as diferenças entre as causas pode evitar ansiedade desnecessária — ou permitir diagnóstico precoce quando necessário.

Mais a frente falo sobre os 6 sinais que podem indicar se a tontura pode ou não ser neurológica.


Primeiro passo: que tipo de tontura você sente?

Nem toda tontura é igual. O primeiro passo da avaliação clínica é entender exatamente o que o paciente está sentindo.

As sensações mais comuns são:

  • Vertigem: sensação de que o ambiente está girando
  • Desequilíbrio: sensação de instabilidade ao caminhar
  • Sensação de cabeça leve ou quase desmaio
  • Sensação vaga de “cabeça estranha” ou pressão na cabeça

Essa descrição muda completamente o raciocínio diagnóstico. Muitas vezes, apenas escutar com atenção já direciona grande parte da investigação.


Quem é o profissional adequado para tratar e investiga Tontura/Vertigem?

neurologista tontura e vertigem

Olá, antes de qualquer coisa, quero me apresentar a você de forma simples e transparente.
Meu nome é Dr. Rafael Pereira Campos Guimarães, sou médico Neurologista, inscrito no CRM-SP sob o número 236278 e no RQE 106401.

Toda a minha formação foi realizada em instituições públicas, o que para mim sempre representou não apenas um caminho profissional, mas também um compromisso com a medicina séria, acessível e baseada em ciência.
Sou graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e realizei minha Residência em Neurologia no Hospital Municipal São José, em Joinville – Santa Catarina, hospital reconhecido como referência em neurologia na região.

Residência Médica em Neurologia no Hospital Municipal São José – Joinville


Equipe de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Municipal São José em Joinville – 2022

Ao longo da minha jornada, aprendi algo que transformou profundamente a forma como exerço a medicina:
Conhecimento e esforço são essenciais, mas o verdadeiro tratamento vai muito além da escolha do melhor medicamento.

Tratar um paciente é:

  • Entender
  • Escutar
  • Acolher
  • Cuidar de forma integral

Cada pessoa carrega uma história única, hábitos próprios, medos, expectativas, crenças e uma família ao redor. E tudo isso muda completamente a maneira como o tratamento deve ser conduzido.

Por isso, meu trabalho é guiado por um princípio muito claro:


“Meu propósito é encontrar o melhor caminho para cada paciente, de forma individualizada e personalizada, com empatia, paciência e escuta verdadeira.”


Para cumprir esse propósito com responsabilidade e excelência, busquei uma formação contínua além da residência.
Realizei Extensão no Serviço de Dor do Hospital das Clínicas da USP, participei de diversas atualizações em congressos médicos, além de obter certificação em Neuromodulação pela UNIFESP e certificação em Medicina Canabinoide pela WeCann.

Congresso Brasileiro de Neurologia (2024)

Ambulatório de TBA para Espasticidade – Centro Especializado em Reabiliação – SP


Neuromodulação não Invasiva – UNIFESP

Toda essa bagagem técnica me permitiu construir uma atuação clínica sólida, atualizada e, principalmente, orientada para resultados reais na vida das pessoas.

Hoje, meu foco de atuação é voltado principalmente para:

  • Dor de Cabeça (Cefaléia)
  • Dor Crônica
  • AVC
  • Demências (Alzheimer e outras)
  • Aplicação de TBA para Enxaqueca e Espasticidade
  • Neuromodulação
  • Medicina Canabinóide

Sempre com um olhar atento, humano, respeitoso e individualizado.


Se você ou alguém da sua família enfrenta esquecimentos, suspeita de Alzheimer, dor crônica, AVC, cefaleia ou precisa de um acompanhamento neurológico cuidadoso, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho.
Estou aqui para caminhar com você, com ciência, empatia e compromisso real com sua saúde.


Como serão as consultas comigo?

Durante as consultas, gosto de explicar tudo com calma, em linguagem simples e acessível, para que não restem dúvidas.


Acredito que entender o que está acontecendo no próprio corpo e no próprio cérebro faz parte do tratamento. Um paciente bem orientado participa melhor das decisões, adere mais ao plano terapêutico e se sente mais seguro em todo o processo.

A primeira consulta é um momento muito importante, pois é quando consigo compreender a história completa do paciente — não apenas a doença, mas a pessoa como um todo: sua rotina, seus hábitos, suas dores, seus medos, sua família e o impacto real do problema na vida diária.



Para que essa avaliação seja o mais completa possível, na primeira consulta peço que tragam, sempre que tiverem:

  • Exames antigos (caso possuam);
  • Exames de imagem — tanto o laudo quanto, se possível, as próprias imagens;
  • A lista dos medicamentos que usam todos os dias;
  • O histórico médico prévio, incluindo:
    • Doenças já diagnosticadas,
    • Cirurgias realizadas,
    • Relatórios médicos anteriores,
    • Acompanhamento com outros profissionais de saúde.

Para mim, todas essas informações são valiosas para entender melhor o seu problema, identificar padrões, evitar repetições de exames desnecessários e construir um raciocínio clínico mais preciso.

Meu objetivo é que o paciente e os familiares entendam com clareza o que está acontecendo, participem ativamente das decisões e saiam da consulta com:

  • Um diagnóstico bem explicado (sempre que possível),
  • Um plano de tratamento claro e estruturado,
  • Orientações práticas para o dia a dia,
  • E a sensação de que não estão sozinhos naquele processo.

O acompanhamento é de perto. Eu não acredito em “consultas soltas”, sem continuidade. Após a consulta inicial, sigo acompanhando a evolução do paciente, ajustando o tratamento conforme a resposta clínica, as necessidades e as mudanças ao longo do tempo.

Mantenho contato direto por mensagens, realizo retornos presenciais ou por teleconsulta, e faço os ajustes necessários sempre que preciso, com responsabilidade, cuidado e atenção individualizada.

Essa proximidade traz mais segurança para o paciente e para a família, especialmente em condições como Alzheimer, AVC, dor crônica e outras doenças neurológicas que exigem acompanhamento contínuo.

Ao longo dos anos, esse modelo de atendimento próximo, humano e cuidadoso tem gerado resultados muito positivos.
Hoje, contamos com mais de 100 avaliações na Doctoralia e no Google, reflexo da confiança que os pacientes e familiares depositam no meu trabalho.



Por isso, posso dizer com tranquilidade:

Você pode contar comigo nessa jornada.


Iniciaremos uma caminhada juntos, no seu ritmo, com o objetivo de alcançar o melhor tratamento possível, o máximo de qualidade de vida e o melhor resultado que a medicina pode oferecer no seu caso.


Quando a tontura é do labirinto?

A vertigem verdadeira — aquela sensação rotatória de que tudo está girando — geralmente está relacionada ao sistema vestibular, localizado no ouvido interno.

Os quadros mais comuns incluem:

  • Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), que surge ao virar a cabeça ou deitar
  • Neurite vestibular, que causa vertigem intensa e contínua por dias
  • Doença de Ménière, associada a zumbido e sensação de ouvido tampado

Na maioria das vezes, essas causas não representam doença cerebral estrutural. Muitas são tratáveis com manobras específicas ou reabilitação vestibular.

Entretanto, nem toda tontura é “labirintite”, apesar de esse termo ser frequentemente usado de forma genérica.


Quando a tontura pode ser neurológica? 6 sinais.

Embora a maioria das tonturas seja periférica (do labirinto), existem situações em que a causa pode estar no sistema nervoso central.

Sinais que aumentam suspeita de origem neurológica incluem:

  • Dificuldade para falar
  • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo
  • Alteração visual importante
  • Dor de cabeça súbita e intensa
  • Perda de coordenação
  • Instabilidade grave associada

Em alguns casos, a tontura pode ser manifestação inicial de um AVC na região posterior do cérebro. Por isso, a avaliação médica adequada é essencial, principalmente em pacientes com fatores de risco vascular.


Ansiedade pode causar tontura?

Sim, e com bastante frequência.

A tontura associada à ansiedade costuma ocorrer junto com outros sintomas físicos e emocionais, como:

  • Sensação de aperto no peito
  • Respiração superficial ou acelerada
  • Sensação de flutuação
  • Cabeça leve
  • Insegurança ao caminhar

Existe ainda uma condição chamada tontura persistente perceptual postural, em que o paciente mantém sensação de instabilidade crônica, muitas vezes após um evento vestibular inicial.

A diferença entre tontura ansiosa e tontura neurológica está na história clínica e no exame físico detalhado.


Pressão baixa pode causar tontura?

Pode, mas nem sempre é a causa principal.

A hipotensão costuma gerar sensação de escurecimento visual, fraqueza e quase desmaio, principalmente ao levantar rapidamente.

Já a vertigem rotatória não é típica de queda de pressão.

Muitas vezes, o paciente mede a pressão após sentir tontura e encontra valores discretamente alterados, mas isso não significa necessariamente que a pressão foi a causa do sintoma.


O exame físico é mais importante que o exame de imagem?

Na maioria dos casos, sim.

Existem testes clínicos específicos, como o exame HINTS, que ajudam a diferenciar tontura periférica de tontura central. Quando bem aplicado, ele pode ser mais sensível do que a tomografia nas primeiras horas de um AVC de fossa posterior.

Isso reforça um ponto importante: experiência clínica e exame detalhado fazem diferença real.


Tontura pode estar associada a doenças degenerativas?

Na maior parte das vezes, não. Porém, desequilíbrio progressivo pode estar relacionado a condições neurológicas como Parkinson, neuropatias periféricas ou doenças cerebelares.

Quando a tontura vem acompanhada de instabilidade crescente ou quedas repetidas, a investigação se torna necessária.


Quando a tontura constante merece investigação mais aprofundada?

Algumas situações indicam que a tontura não deve ser apenas observada, mas investigada de forma estruturada:

  • Persistência por semanas
  • Piora progressiva
  • Quedas associadas
  • Sintomas neurológicos concomitantes
  • Idade acima de 50 anos com fatores de risco vascular
  • História prévia de AVC

Nesses casos, pode ser necessário solicitar exames complementares, como ressonância magnética. Entretanto, a base da decisão continua sendo a avaliação clínica.


O tratamento depende da causa

Não existeremédio universal para tontura”.

O tratamento pode envolver manobras de reposicionamento, reabilitação vestibular, controle de ansiedade, ajuste de medicações ou investigação vascular.

Um dos erros mais comuns é usar medicação sintomática por meses sem identificar a causa real.


Tontura crônica pode virar um ciclo?

Sim.

Quando o paciente passa a evitar movimentos por medo da tontura, ocorre piora do equilíbrio. Essa insegurança aumenta a ansiedade, que por sua vez intensifica a sensação de tontura.

Romper esse ciclo exige diagnóstico preciso e orientação adequada.


Mensagem final: Dr Rafael P. Guimarães.

Tontura não é tudo igual.

Pode ser do labirinto.
Pode estar relacionada à pressão.
Pode ser ansiedade. Pode também ter mais de uma causa.
Em alguns casos, pode ter origem neurológica.

A diferença está na análise cuidadosa do padrão, dos sintomas associados e da evolução no tempo.

Ignorar tontura persistente não é prudente. Assumir o pior diagnóstico sem avaliação também não é.

A medicina baseada em evidência começa com escuta atenta, exame físico preciso e direcionamento individualizado.

Se a tontura faz parte da sua rotina, uma avaliação neurológica pode trazer clareza e segurança.

Seu cérebro merece investigação criteriosa e acompanhamento adequado.

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Referências

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  • KERBER, K. A.; BALOH, R. W. Dizziness in the emergency department. The New England Journal of Medicine, Boston, v. 381, n. 12, p. 1136–1145, 2019.
  • POST, R. E.; DICKERSON, L. M. Dizziness: a diagnostic approach. American Family Physician, Leawood, v. 95, n. 3, p. 154–162, 2017.
  • STRUPP, M.; BRANDT, T. Vestibular neuritis. Seminars in Neurology, New York, v. 29, n. 5, p. 509–519, 2009.
  • KATTAN, M.; KIM, J. S. Acute vestibular syndrome. The Lancet Neurology, London, v. 21, n. 6, p. 517–529, 2022.
  • (Referência recente de alta relevância)
  • TARNUTZER, A. A. et al. Does my dizzy patient have a stroke? A systematic review of bedside diagnosis in acute vestibular syndrome. Stroke, Dallas, v. 42, n. 2, p. 365–372, 2011.
  • SABERI, A.; AHMADI, M.; STRUPP, M. Central causes of vertigo and dizziness: advances in diagnosis and management. Nature Reviews Neurology, London, v. 19, n. 4, p. 233–248, 2023

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