Definindo sua dor de cabeça

Dor de cabeça é o termo popular que usamos para qualquer dor na região da cabeça.
Contudo, na medicina, essa dor é chamada de cefaléia – ou seja termo técnico.
Mas a enxaqueca é um tipo específico de dor de cabeça — mais forte, mais sensível e com sintomas que envolvem todo o cerebro, não só a cabeça e não somente DOR.
Agora, imagine que o cérebro de quem tem enxaqueca funciona como um interruptor de luz sensível demais.
Em pessoas que não têm enxaqueca, esse interruptor é firme:
A luz só acende quando alguém realmente aperta com força.
Na enxaqueca, esse interruptor fica desregulado. Ele passa a acender com qualquer toque leve:
- Uma noite mal dormida
- Um período de estresse
- Um atraso na alimentação
- Uma oscilação hormonal.
- Um estímulo forte de luz ou som.
Cada um desses fatores é como um dedo encostando no interruptor.
Sozinho, às vezes não causa nada.
Mas quando vários desses “toques” se somam ao longo do dia, o interruptor dispara de vez — e a crise de enxaqueca se acende.
O que os medicamentos fazem?
Os remédios para enxaqueca funcionam como se tentassem segurar esse interruptor para ele não disparar com qualquer estímulo:
- Alguns diminuem a sensibilidade do sistema de dor
- Outros agem diretamente nas vias da enxaqueca (como os triptanos e os anti-CGRP)
- Outros reduzem a frequência com que o interruptor fica prestes a ligar
Mas se a pessoa continua a dormir mal, passando por estresse intenso, comendo irregularmente e etc. É como tentar impedir um interruptor defeituoso de ligar enquanto alguém continua apertando várias vezes ao dia.. Vira um ciclo sem fim, a não ser que tratemos corretamente.
Quem é o profissional adequado para tratar Dor de Cabeça / Enxaqueca?

Olá, antes de qualquer coisa, quero me apresentar a você de forma simples e transparente.
Meu nome é Dr. Rafael Pereira Campos Guimarães, sou médico Neurologista, inscrito no CRM-SP sob o número 236278 e no RQE 106401.
Toda a minha formação foi realizada em instituições públicas, o que para mim sempre representou não apenas um caminho profissional, mas também um compromisso com a medicina séria, acessível e baseada em ciência.
Sou graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e realizei minha Residência em Neurologia no Hospital Municipal São José, em Joinville – Santa Catarina, hospital reconhecido como referência em neurologia na região.


Ao longo da minha jornada, aprendi algo que transformou profundamente a forma como exerço a medicina:
Conhecimento e esforço são essenciais, mas o verdadeiro tratamento vai muito além da escolha do melhor medicamento.
Tratar um paciente é:
- Entender
- Escutar
- Acolher
- Cuidar de forma integral
Cada pessoa carrega uma história única, hábitos próprios, medos, expectativas, crenças e uma família ao redor. E tudo isso muda completamente a maneira como o tratamento deve ser conduzido.
Por isso, meu trabalho é guiado por um princípio muito claro:
“Meu propósito é encontrar o melhor caminho para cada paciente, de forma individualizada e personalizada, com empatia, paciência e escuta verdadeira.”
Para cumprir esse propósito com responsabilidade e excelência, busquei uma formação contínua além da residência.
Realizei Extensão no Serviço de Dor do Hospital das Clínicas da USP, participei de diversas atualizações em congressos médicos, além de obter certificação em Neuromodulação pela UNIFESP e certificação em Medicina Canabinoide pela WeCann.



Toda essa bagagem técnica me permitiu construir uma atuação clínica sólida, atualizada e, principalmente, orientada para resultados reais na vida das pessoas.
Hoje, meu foco de atuação é voltado principalmente para:
- Dor de Cabeça (Cefaléia)
- Dor Crônica
- AVC
- Demências (Alzheimer e outras)
- Aplicação de TBA para Enxaqueca e Espasticidade
- Neuromodulação
- Medicina Canabinóide
Sempre com um olhar atento, humano, respeitoso e individualizado.
Se você ou alguém da sua família enfrenta esquecimentos, suspeita de Alzheimer, dor crônica, AVC, cefaleia ou precisa de um acompanhamento neurológico cuidadoso, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho.
Estou aqui para caminhar com você, com ciência, empatia e compromisso real com sua saúde.
Como serão as consultas comigo?
Durante as consultas, gosto de explicar tudo com calma, em linguagem simples e acessível, para que não restem dúvidas.

Acredito que entender o que está acontecendo no próprio corpo e no próprio cérebro faz parte do tratamento. Um paciente bem orientado participa melhor das decisões, adere mais ao plano terapêutico e se sente mais seguro em todo o processo.
A primeira consulta é um momento muito importante, pois é quando consigo compreender a história completa do paciente — não apenas a doença, mas a pessoa como um todo: sua rotina, seus hábitos, suas dores, seus medos, sua família e o impacto real do problema na vida diária.



Para que essa avaliação seja o mais completa possível, na primeira consulta peço que tragam, sempre que tiverem:
- Exames antigos (caso possuam);
- Exames de imagem — tanto o laudo quanto, se possível, as próprias imagens;
- A lista dos medicamentos que usam todos os dias;
- O histórico médico prévio, incluindo:
- Doenças já diagnosticadas,
- Cirurgias realizadas,
- Relatórios médicos anteriores,
- Acompanhamento com outros profissionais de saúde.
Para mim, todas essas informações são valiosas para entender melhor o seu problema, identificar padrões, evitar repetições de exames desnecessários e construir um raciocínio clínico mais preciso.
Meu objetivo é que o paciente e os familiares entendam com clareza o que está acontecendo, participem ativamente das decisões e saiam da consulta com:
- Um diagnóstico bem explicado (sempre que possível),
- Um plano de tratamento claro e estruturado,
- Orientações práticas para o dia a dia,
- E a sensação de que não estão sozinhos naquele processo.
O acompanhamento é de perto. Eu não acredito em “consultas soltas”, sem continuidade. Após a consulta inicial, sigo acompanhando a evolução do paciente, ajustando o tratamento conforme a resposta clínica, as necessidades e as mudanças ao longo do tempo.
Mantenho contato direto por mensagens, realizo retornos presenciais ou por teleconsulta, e faço os ajustes necessários sempre que preciso, com responsabilidade, cuidado e atenção individualizada.
Essa proximidade traz mais segurança para o paciente e para a família, especialmente em condições como Alzheimer, AVC, dor crônica e outras doenças neurológicas que exigem acompanhamento contínuo.
Ao longo dos anos, esse modelo de atendimento próximo, humano e cuidadoso tem gerado resultados muito positivos.
Hoje, contamos com mais de 100 avaliações na Doctoralia e no Google, reflexo da confiança que os pacientes e familiares depositam no meu trabalho.



Por isso, posso dizer com tranquilidade:
Você pode contar comigo nessa jornada.
Iniciaremos uma caminhada juntos, no seu ritmo, com o objetivo de alcançar o melhor tratamento possível, o máximo de qualidade de vida e o melhor resultado que a medicina pode oferecer no seu caso.
O Que Acontece no Cérebro Durante a Crise
Na enxaqueca, o cérebro libera substâncias químicas que aumentam a sensibilidade dos nervos e dilatam os vasos sanguíneos.
Essa mistura faz o cérebro “entrar em alerta”.
As principais substâncias envolvidas são:
- CGRP (Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina) – causa dilatação dos vasos e inflamação, aumentando a dor.
- Serotonina – controla o humor e a dor. Quando diminui, a crise piora.
- Dopamina – em excesso, causa náusea, tontura e irritação.
- Glutamato – deixa o cérebro “acelerado”, o que explica a sensibilidade à luz e ao som.
- Substância P e óxido nítrico – ampliam a inflamação e o incômodo pulsante.
Em resumo:
É como se o cérebro de quem tem enxaqueca funcionasse como um sistema com os fios desencapados – tudo fica muito sensível!
Qualquer estímulo — físico, emocional ou ambiental — pode gerar uma sobrecarga e causar dor.
É por isso que a enxaqueca dói tanto e mexe tanto com o humor e a energia.
É um ataque químico e elétrico passageiro, mas que desorganiza o cérebro por completo.
A Enxaqueca Pode Ser Hereditária?
Essa é uma das relações mais comuns no consultório, geralmente o paciente refere algum familiar (Mãe, Pai ou irmãos) com crises parecidas.
A enxaqueca costuma acontecer sim em família, porém nada impede de sermos o primeiro da família!
Pesquisas mostram que:
- Se um dos pais tem enxaqueca, o risco de o filho ter é de 40%.
- Se os dois pais têm, o risco chega a 75%.
Isso acontece porque certos genes controlam substâncias químicas como o CGRP e a serotonina.
Esses genes tornam o cérebro mais sensível.
Mas herdar a tendência não significa que você terá crises.
Os gatilhos do dia a dia — estresse, sono ruim, jejum ou hormônios — é que “ligam” o gene.

Quem Sofre Mais com Enxaqueca?
A enxaqueca é três vezes mais comum em mulheres.
O motivo está nos hormônios femininos, principalmente o estrogênio, que afeta a sensibilidade cerebral.
É por isso que é comum acontecer antes da menstruação, durante a ovulação ou na TPM.
A doença é mais frequente entre os 20 e 50 anos, fase em que a rotina é mais corrida e o estresse é maior.
Inclusive, é muito comum a enxaqueca melhorar, ou diminuir as crises após a menopausa e também durante a gestação!!
Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca.
Ela é uma das principais causas de afastamento do trabalho no mundo.
A Enxaqueca Vai Muito Além da Dor
A enxaqueca é MUITO ALÉM DE UMA DOR DE CABEÇA!
Ela afeta o corpo inteiro e o modo como o cérebro percebe o ambiente.
Durante a crise, é comum sentir:
- Dor latejante / pulsátil / como um coração batendo, geralmente em um lado da cabeça
- Náuseas e vontade de vomitar
- Sensibilidade à luz, ao som e a cheiros
- Tontura ou fraqueza
- Dificuldade de pensar ou se concentrar
- Irritação e fadiga / cansaço
Esses sintomas mostram que o cérebro está em sobrecarga e precisa de descanso.
As Fases da Enxaqueca Clássica
A enxaqueca costuma acontecer em quatro fases principais.
Nem todos passam por todas, mas conhecer cada uma ajuda a agir cedo e evitar que a dor piore.
E é importante lembrar, CADA pessoa é de um jeito! O que mais frisamos no consultório é a importância de se conhecer e entender a sua dor – OBS: no final do texto baixe o Diário de Cefaleia, ferramenta excelente para entender cada caso!

1. Fase Premonitória (Pródromo – Antes da Dor (Aviso): daqui a pouco começa a dor!)
É o primeiro sinal de que a crise está chegando.
Pode aparecer horas ou até dois dias antes da dor.
Os sintomas mais comuns são:
- Mudança de humor (irritação, tristeza ou euforia)
- Cansaço e bocejos
- Fome de doces
- Rigidez no pescoço
- Dificuldade de concentração
Nessa fase, hidratar-se, descansar e evitar gatilhos pode impedir a dor de se instalar.
2. Fase da Aura – Sintomas que não são dor, mas fazem parte da Enxaqueca!
A aura é uma espécie de aviso do cérebro.
Acontece em cerca de 1 em cada 4 pessoas com enxaqueca.
A pessoa pode perceber:
- Pontos luminosos ou visão borrada
- Linhas em zigue-zague
- Formigamento no rosto ou nas mãos
- Dificuldade para falar
Esses sintomas são temporários e costumam durar menos de uma hora.
Podem vir Antes, Durante e Depois, da dor, mas o mais comum é ANTES!
3. Fase da Dor
É a parte mais intensa da crise.
A dor é pulsante / latejante, costuma atingir um lado da cabeça e piora com movimento.
Outros sintomas comuns:
- Náusea e vômitos
- Sensibilidade à luz e ao som
- Tontura
- Irritabilidade
Essa fase pode durar de 4 a 72 horas.
O ideal é repousar em ambiente escuro e silencioso, usar a medicação indicada e evitar estímulos sensoriais.
Existem algumas maneiras de controle da dor que não estão relacionadas a medicação e são extremamente importante para controle de casos de difícil controle – Fiz um Ebook falando sobre alguns tipos de dor de cabeça e algumas terapias não medicamentosas que podem ajudar.
4. Fase Pósdromo (Após a dor – Ressaca!)
Depois que a dor passa, muitas pessoas sentem uma espécie de “ressaca” da dor.
O corpo está se recuperando da crise.
Pode haver:
- Cansaço
- Dores musculares
- Dificuldade de pensar, concentração e memória.
- Mudança de humor
Essa fase dura algumas horas ou até um dia, dependendo da intensidade da crise.
Vale lembrar que muitas das vezes, a sua falta de concentração e “memória ruim”, pode ser uma consequência de Enxaquecas não controladas, frequentemente confundida com sintomas de TDAH (transtorno de déficit de atenção e ou hiperatividade). Não deixe de avaliar com seu Neurologista!
Principais Gatilhos da Enxaqueca
A enxaqueca é como um alarme sensível.
Certas situações ou hábitos podem “ligá-la”.
Alimentares
- Queijos curados, chocolate, embutidos, vinho tinto
- Café ou refrigerantes em excesso
- Ficar muito tempo sem comer
- Adoçantes artificiais
Emocionais
- Estresse, ansiedade ou tensão
- Sono ruim ou em excesso
- Mudanças bruscas na rotina
Ambientais
- Luzes fortes ou piscantes
- Cheiros intensos (perfume, cigarro, gasolina)
- Calor, frio ou mudanças de clima
Físicos
- Falta de hidratação
- Postura incorreta
- Esforço físico exagerado
Hormonais
- Menstruação, gravidez ou menopausa
- Uso de anticoncepcionais hormonais
Dica: Anote as crises e os possíveis gatilhos em um “Diário de Cefaléia”.-. baixar
Isso nos ajuda a entender o seu padrão e ajustar o tratamento.
Quando Procurar o Pronto Atendimento!
Nem toda dor de cabeça é enxaqueca.
Mas algumas exigem atenção imediata:
- Dor muito forte e súbita, diferente das anteriores
- Dor após uma queda ou batida na cabeça
- Dor com febre, rigidez no pescoço ou confusão mental
- Dor acompanhada de fraqueza, fala enrolada ou visão dupla
- Dor que piora progressivamente
- Dor que começa após os 50 anos
Esses sinais podem indicar outras doenças, como AVC ou meningite, devem ser avaliadas imediatamente! Não espere a consulta ambulatorial, sempre procure o pronto atendimento para avaliação o quanto antes!
Enxaqueca e Outras Doenças
A enxaqueca costuma vir acompanhada de outras condições, como:
- Ansiedade e depressão
- AVC (Acidente Vascular Cerebral) – principalmente nas Enxaquecas com Aura
- Distúrbios do sono
- Fibromialgia
- Síndrome do intestino irritável
- Tonturas recorrentes
Essas doenças compartilham mecanismos parecidos, como a sensibilidade aumentada do cérebro e o desequilíbrio químico dos neurotransmissores.
Muitas vezes é necessário o tratamento em conjunto das outras condições para melhora do quadro Enxaquecoso como um todo.
Tratamento e Controle
A boa notícia é que a enxaqueca tem controle.
Com o tratamento certo, é possível reduzir muito as crises e viver com mais qualidade.
Tratamento da crise
- Analgésicos e anti-inflamatórios
- Triptanos (medicamentos específicos para enxaqueca)
- Remédios para náusea
Nesse Artigo eu falo em detalhes um pouco mais sobre os Melhores medicamentos para Enxaqueca -> Qual melhor medicamentos para Enxaqueca, e porque só ele não basta?
…Antes de continuar, vale fazer um teste rápido, afinal nem toda dor de cabeça é igual, e entender o padrão da sua dor faz toda a diferença.
Preparei um teste rápido (leva menos de 1 minuto) para ajudar você a entender:
- O quão importante é sua dor.
- Quanto isso impacta na sua rotina
- Porque não devemos adiar o tratamento.
Ao final, você recebe um Guia gratuito com informações claras e orientações iniciais.
Ao final, você recebe um Guia gratuito com informações claras e orientações iniciais.
#Faça o Teste:
Tratamento preventivo
- Betabloqueadores, antidepressivos ou anticonvulsivantes
- Anticorpos monoclonais (bloqueiam o CGRP)
- TBA direcionado para Enxaqueca.
- Suplementos como magnésio e vitamina B2 (em alguns casos)
- Acupuntura
Medidas Não Farmacológicas
- Dormir bem
- Manter horários regulares para comer
- Beber bastante água
- Evitar jejum prolongado
- Praticar exercícios leves
- Reduzir o estresse com meditação ou respiração guiada
Em alguns casos, pode-se usar neuromodulação não invasiva (tDCS ou TMS) para estabilizar a atividade cerebral.

Vivendo Bem com Enxaqueca
Viver bem com enxaqueca é possível, sim — e milhares de pessoas já conseguiram retomar a qualidade de vida quando passam a tratar a dor da forma correta.
O caminho começa com algo simples, mas poderoso:
conhecer o seu próprio corpo, entender seus limites e aprender a cuidar do seu cérebro da maneira que ele precisa.
A enxaqueca não te define.
Ela apenas mostra que o seu cérebro é mais sensível, mais reativo — e exatamente por isso, precisa de um cuidado mais estratégico, mais consciente e mais individualizado.
Quando você cuida:
- Do sono,
- Da mente,
- Da alimentação,
- Da rotina,
É como se estivesse protegendo o “interruptor” da enxaqueca.
Com essa base bem ajustada, o cérebro volta a funcionar com mais equilíbrio, mais estabilidade e muito mais bem-estar.
“O controle da enxaqueca não acontece por acaso. Ele acontece quando existe plano terapêutico, acompanhamento médico e compromisso com a própria saúde.“
Referências
- Headache Medicine, Suplemento Congresso Brasileiro de Cefaleia, 2024.
- Freitas Jr. et al. A Fisiopatologia da Cefaleia Crônica, Braz J Implantol Health Sci, 2024.
- Continuum Neurology – Pain Management in Neurology, 2024.
- Sociedade Brasileira de Cefaleia. “O que é Enxaqueca?”, 2024.
- JAMA Neurology, NEJM, UpToDate (Migraine: Pathophysiology and Clinical Presentation).
Leia também
- Qual melhor medicamentos para Enxaqueca, e porque só ele não basta?
- Migraine Prevalence, Environmental Risk, and Comorbidities in US Veterans (Million Veteran Program) — JAMA Network Open, 2024.
- Cardiovascular Risk Scores and Migraine Status — JAMA Network Open, 2024.
- Population-Based Characterization of Menstrual Migraine and Proposed Diagnostic Criteria — JAMA Network Open, 2023.
- Shared Genetics of Migraine and Non–Immune Gastrointestinal Disorders — Neurology: Genetics (AAN), 2024.
- Effect of Ubrogepant on Patient-Reported Outcomes When Taken During the Migraine Prodrome (PRODROME Trial analysis) — Neurology (versão em PubMed Central), 2024.
- Faça também nosso Quiz e veja Quando o Esquecimento afeta no dia a dia.