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Dr. Rafael Pereira Guimarães – Neurologista – São Paulo – SP

A enxaqueca é uma das doenças neurológicas mais incapacitantes do mundo. Ela não é “apenas uma dor de cabeça”.

Trata-se de um distúrbio complexo, no qual o cérebro se comporta de forma mais sensível, reativa e vulnerável a mudanças de rotina, alterações hormonais, estímulos sensoriais, sono irregular, alimentação inadequada e estresse.


…Antes de continuar, vale fazer um teste rápido, afinal nem toda dor de cabeça é igual, e entender o padrão da sua dor faz toda a diferença.

Preparei um teste rápido (leva menos de 1 minuto) para ajudar você a entender:

  1. Se a sua dor de cabeça pode ser enxaqueca
  2. Quanto isso impacta na sua rotina
  3. Se vale a pena procurar um neurologista

Ao final, você recebe um Guia gratuito com informações claras e orientações iniciais.

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Agora vamos lá…

Por isso, ao perguntar “qual é o melhor remédio para enxaqueca?”, a resposta nunca será um único medicamento. O tratamento depende do tipo de enxaqueca, da frequência das crises, do impacto no dia a dia, do histórico clínico e das características de cada pessoa. Mais importante: o melhor tratamento é sempre uma combinação de medicamentos bem escolhidos e mudanças estruturadas de estilo de vida.

enxaqueca remedios

Neste artigo, vamos explicar os tratamentos medicamentosos mais eficazes — aqueles com maior nível de evidência — incluindo analgésicos específicos, triptanos, anti-inflamatórios, anticorpos monoclonais anti-CGRP, toxina botulínica e até o uso de canabidiol. Também falaremos sobre medicamentos modernos que ainda não existem no Brasil, mas fazem parte das diretrizes internacionais. Por fim, mostraremos por que nenhum desses tratamentos funciona adequadamente sem medidas não medicamentosas.

Contudo, antes de qualquer coisa, é importante entender um conceito fundamental: nível de evidência.



Quem é o profissional adequado para tratar Enxaqueca?

neurologista trata dor de cabeça

Olá, antes de qualquer coisa, quero me apresentar a você de forma simples e transparente.
Meu nome é Dr. Rafael Pereira Campos Guimarães, sou médico Neurologista, inscrito no CRM-SP sob o número 236278 e no RQE 106401.

Toda a minha formação foi realizada em instituições públicas, o que para mim sempre representou não apenas um caminho profissional, mas também um compromisso com a medicina séria, acessível e baseada em ciência.
Sou graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e realizei minha Residência em Neurologia no Hospital Municipal São José, em Joinville – Santa Catarina, hospital reconhecido como referência em neurologia na região.

Residência Médica em Neurologia no Hospital Municipal São José – Joinville


Equipe de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Municipal São José em Joinville – 2022

Ao longo da minha jornada, aprendi algo que transformou profundamente a forma como exerço a medicina:
Conhecimento e esforço são essenciais, mas o verdadeiro tratamento vai muito além da escolha do melhor medicamento.

Tratar um paciente é:

  • Entender
  • Escutar
  • Acolher
  • Cuidar de forma integral

Cada pessoa carrega uma história única, hábitos próprios, medos, expectativas, crenças e uma família ao redor. E tudo isso muda completamente a maneira como o tratamento deve ser conduzido.

Por isso, meu trabalho é guiado por um princípio muito claro:


“Meu propósito é encontrar o melhor caminho para cada paciente, de forma individualizada e personalizada, com empatia, paciência e escuta verdadeira.”


Para cumprir esse propósito com responsabilidade e excelência, busquei uma formação contínua além da residência.
Realizei Extensão no Serviço de Dor do Hospital das Clínicas da USP, participei de diversas atualizações em congressos médicos, além de obter certificação em Neuromodulação pela UNIFESP e certificação em Medicina Canabinoide pela WeCann.

Congresso Brasileiro de Neurologia (2024)


Ambulatório de TBA para Espasticidade – Centro Especializado em Reabiliação – SP

Neuromodulação não Invasiva – UNIFESP

Toda essa bagagem técnica me permitiu construir uma atuação clínica sólida, atualizada e, principalmente, orientada para resultados reais na vida das pessoas.

Hoje, meu foco de atuação é voltado principalmente para:

  • Dor de Cabeça (Cefaléia)
  • Dor Crônica
  • AVC
  • Demências (Alzheimer e outras)
  • Aplicação de TBA para Enxaqueca e Espasticidade
  • Neuromodulação
  • Medicina Canabinóide

Sempre com um olhar atento, humano, respeitoso e individualizado.


Se você ou alguém da sua família enfrenta esquecimentos, suspeita de Alzheimer, dor crônica, AVC, cefaleia ou precisa de um acompanhamento neurológico cuidadoso, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho.
Estou aqui para caminhar com você, com ciência, empatia e compromisso real com sua saúde.


Como serão as consultas comigo?

Durante as consultas, gosto de explicar tudo com calma, em linguagem simples e acessível, para que não restem dúvidas.


Acredito que entender o que está acontecendo no próprio corpo e no próprio cérebro faz parte do tratamento. Um paciente bem orientado participa melhor das decisões, adere mais ao plano terapêutico e se sente mais seguro em todo o processo.

A primeira consulta é um momento muito importante, pois é quando consigo compreender a história completa do paciente — não apenas a doença, mas a pessoa como um todo: sua rotina, seus hábitos, suas dores, seus medos, sua família e o impacto real do problema na vida diária.



Para que essa avaliação seja o mais completa possível, na primeira consulta peço que tragam, sempre que tiverem:

  • Exames antigos (caso possuam);
  • Exames de imagem — tanto o laudo quanto, se possível, as próprias imagens;
  • A lista dos medicamentos que usam todos os dias;
  • O histórico médico prévio, incluindo:
    • Doenças já diagnosticadas,
    • Cirurgias realizadas,
    • Relatórios médicos anteriores,
    • Acompanhamento com outros profissionais de saúde.

Para mim, todas essas informações são valiosas para entender melhor o seu problema, identificar padrões, evitar repetições de exames desnecessários e construir um raciocínio clínico mais preciso.

Meu objetivo é que o paciente e os familiares entendam com clareza o que está acontecendo, participem ativamente das decisões e saiam da consulta com:

  • Um diagnóstico bem explicado (sempre que possível),
  • Um plano de tratamento claro e estruturado,
  • Orientações práticas para o dia a dia,
  • E a sensação de que não estão sozinhos naquele processo.

O acompanhamento é de perto. Eu não acredito em “consultas soltas”, sem continuidade. Após a consulta inicial, sigo acompanhando a evolução do paciente, ajustando o tratamento conforme a resposta clínica, as necessidades e as mudanças ao longo do tempo.

Mantenho contato direto por mensagens, realizo retornos presenciais ou por teleconsulta, e faço os ajustes necessários sempre que preciso, com responsabilidade, cuidado e atenção individualizada.

Essa proximidade traz mais segurança para o paciente e para a família, especialmente em condições como Alzheimer, AVC, dor crônica e outras doenças neurológicas que exigem acompanhamento contínuo.

Ao longo dos anos, esse modelo de atendimento próximo, humano e cuidadoso tem gerado resultados muito positivos.
Hoje, contamos com mais de 100 avaliações na Doctoralia e no Google, reflexo da confiança que os pacientes e familiares depositam no meu trabalho.



Por isso, posso dizer com tranquilidade:

Você pode contar comigo nessa jornada.


Iniciaremos uma caminhada juntos, no seu ritmo, com o objetivo de alcançar o melhor tratamento possível, o máximo de qualidade de vida e o melhor resultado que a medicina pode oferecer no seu caso.


1. O que é “nível de evidência” em medicina?

Quando dizemos que um tratamento tem “nível de evidência A” ou “B”, estamos falando da força das provas científicas que sustentam aquele tratamento. Em termos simples:

  • Evidência Nível A
    Baseada em vários estudos grandes, bem feitos, comparando o tratamento com placebo ou outros medicamentos (ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas).
    → Forte confiança de que o tratamento funciona.
  • Evidência Nível B
    Baseada em menos estudos, amostras menores ou combinações de estudos observacionais e ensaios clínicos.
    → Boa evidência, mas um pouco menos robusta.
  • Evidência Nível C
    Baseada principalmente em séries de casos, opinião de especialistas ou estudos pequenos.
    → Pode funcionar, mas ainda precisa de mais provas em larga escala.

Isso é usado em diretrizes de sociedades neurológicas para classificar medicamentos e orientar o médico na prática clínica.


2. Tratamento medicamentoso da enxaqueca: visão geral

Os tratamentos se dividem em:

  • Agudos – usados durante a crise, para alívio rápido.
  • Preventivos – usados continuamente para reduzir a frequência das crises.
  • Terapias injetáveis específicas – como toxina botulínica e anticorpos monoclonais anti-CGRP.
  • Terapias complementares – como o canabidiol, em situações selecionadas.

Vou detalhar cada grupo, já comentando o nível de evidência.


3. Tratamentos agudos: o que usar durante a crise

3.1 Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).

  • Usados no início da crise.
  • Melhores para crises leves a moderadas.
  • Quando usados corretamente, reduzem dor e controle de sintomas.

Nível de evidência:

  • Em geral, Evidência A para vários AINEs no tratamento agudo da enxaqueca, pois há múltiplos estudos controlados mostrando eficácia.


3.2 Triptanos

  • São medicamentos específicos para enxaqueca.
  • Reduzem dor, náuseas, sensibilidade à luz e ao som.
  • Funcionam melhor se tomados no início da crise.

Nível de evidência:

  • Evidência A para diversos triptanos na crise aguda de enxaqueca, com ampla literatura demonstrando eficácia e segurança em pacientes selecionados.

3.3 Gepants de uso agudo (não disponíveis no Brasil)

  • Bloqueiam o CGRP, uma molécula chave na fisiopatologia da enxaqueca.
  • Não causam vasoconstrição, ao contrário dos triptanos.
  • Úteis para quem não pode usar triptano (por questões cardiovasculares) ou não respondeu bem a eles.

Nível de evidência:

  • Evidência A para os principais gepants aprovados para tratamento agudo, com ensaios clínicos de alta qualidade.

3.4 Ditans (não disponíveis no Brasil)

  • Agonista seletivo de receptor 5-HT1F.
  • Atua no sistema de dor da enxaqueca sem vasoconstrição.
  • Indicado para pacientes com contraindicação a triptanos.

Nível de evidência:

  • Evidência A para redução da dor aguda em ensaios clínicos, especialmente em pacientes com risco cardiovascular.

3.5 Antieméticos.

  • Usados para tratar náuseas e vômitos associados à crise.
  • Podem melhorar absorção de outros medicamentos orais.

Nível de evidência:

  • Em geral, Evidência B, com vários estudos mostrando benefício sobretudo em combinação com outros fármacos na crise aguda.

3.6 Corticoides em crise prolongada

  • Usados em situações específicas, como status migranoso (crise que dura dias).
  • Não são para uso rotineiro.

Nível de evidência:

  • Tipicamente Evidência B, com estudos mostrando benefício em reduzir recorrência de crise em contextos específicos, mas com necessidade de uso criterioso.


4. Tratamentos preventivos: reduzindo número e intensidade das crises

Quando o paciente tem crises frequentes (por exemplo, 4 ou mais dias de dor ao mês) ou muito incapacitantes, entram os preventivos.

4.1 Betabloqueadores

  • Reduzem excitabilidade do sistema nervoso.
  • Úteis em pacientes com enxaqueca + ansiedade ou hipertensão.

Nível de evidência:

  • Vários betabloqueadores têm Evidência A como preventivos de enxaqueca.

4.2 Antidepressivos

  • Modulam dor, humor e sono.
  • Muito úteis em pacientes com insônia, ansiedade, depressão ou dor crônica associada.

Nível de evidência:

  • Amitriptilina: Evidência A para prevenção em muitos protocolos.
  • Outros antidepressivos tricíclicos ou dual: em geral Evidência B, com bons resultados mas menos estudos robustos.

4.3 Antiepilépticos / moduladores neurológicos

  • Reduzem hiperexcitabilidade do córtex e das vias trigeminais.
  • Usados em prevenção.

Nível de evidência:

  • Topiramato: Evidência A como preventivo de enxaqueca.
  • Ácido valproico: Evidência A, mas uso limitado por questões de segurança, principalmente em mulheres em idade fértil.

4.4 Bloqueadores do CGRP (anticorpos monoclonais)

  • Atuam diretamente na via do CGRP, fundamental na fisiopatologia da enxaqueca.
  • Aplicação mensal ou trimestral.
  • Alta especificidade, boa tolerabilidade.

Nível de evidência:

  • Evidência A para prevenção da enxaqueca episódica e crônica, com múltiplos ensaios mostrando redução robusta de dias de dor e melhora funcional.



5. TBA : padrão-ouro na enxaqueca crônica

A TBA (a mesma que aplicamos no rosto para fins estéticos) é indicada principalmente para enxaqueca crônica (15 ou mais dias de cefaleia por mês, sendo pelo menos 8 dias com características de enxaqueca).

  • Atua bloqueando a liberação de neurotransmissores envolvidos na dor.
  • Reduz a sensibilização periférica e central.
  • Aplicada em pontos específicos da cabeça, pescoço e ombros, em esquema padronizado.

Benefícios:

  • Redução importante no número de dias de dor.
  • Menor necessidade de medicação de resgate.
  • Melhora da qualidade de vida e função.

Nível de evidência:

  • Evidência A para tratamento de enxaqueca crônica em protocolos específicos, com grandes estudos demonstrando eficácia e segurança.

6. Fitocanabinoide (CBD): onde ele se encaixa?

O principal fitocanabinoide é o canabidiol, que tem sido estudado como terapia adjuvante em dor crônica, ansiedade, distúrbios do sono e, mais recentemente, em enxaqueca. Associado a outros fitocanabinoides pode gerar um controle mais adequado do quadro algico, em alguns casos.

Possíveis mecanismos:

  • Modulação do sistema endocanabinoide.
  • Redução de ansiedade.
  • Melhora da qualidade do sono.
  • Modulação de dor crônica.

Na prática:

  • Pode ser útil em pacientes selecionados, especialmente quando há comorbidades como dor crônica difusa, insônia e ansiedade.
  • Costuma ser usado como complemento, não substituto, de tratamentos com maior evidência.

Nível de evidência:

  • Atualmente, para enxaqueca, o CBD possui Evidência C: há estudos promissores, relatos e pequenas séries, mas ainda faltam grandes ensaios clínicos controlados que o coloquem no mesmo patamar dos tratamentos padrão.


7. Afinal, qual é o “melhor remédio” para enxaqueca?

Do ponto de vista de evidência científica, os grupos com maior força de evidência (Nível A) para enxaqueca são:

  • Triptanos (tratamento agudo).
  • Alguns AINEs (tratamento agudo).
  • Betabloqueadores (prevenção).
  • Antidepressivos (prevenção).
  • Anticonvulsivantes (prevenção).
  • Injetaveis como TBA (enxaqueca crônica).
  • Anticorpos monoclonais anti-CGRP (prevenção).

Mas isso não significa que exista um único “melhor remédio” válido para todos.
O melhor remédio é aquele:

  • Adequado ao seu tipo de enxaqueca
  • Compatível com suas comorbidades
  • Tolerado pelo seu organismo
  • Com nível de evidência alto
  • Inserido em um plano de tratamento completo

E é aqui que entra o ponto mais importante de todos.


8. Medicamentos são fundamentais, mas o tratamento não medicamentoso é decisivo

Mesmo com medicamentos de nível de evidência A, a enxaqueca não se controla apenas com remédios.

Os fármacos:

  1. Reduzem crises
  2. Aliviam dor
  3. Evitam cronificação
  4. Melhoram a capacidade funcional

Mas para que isso se sustente ao longo do tempo e para que, em muitos casos, seja possível reduzir ou até suspender medicações no futuro, é indispensável:

  1. Regularizar o sono
  2. Identificar e manejar gatilhos
  3. Manter hidratação adequada
  4. Cuidar da alimentação
  5. Praticar atividade física regular
  6. Tratar ansiedade e depressão quando associados
  7. Aprender técnicas de relaxamento
  8. Organizar uma rotina mais previsível para o cérebro

Ou seja:

“Medicamentos de alta evidência controlam a doença. Hábitos de alta consistência remodelam o cérebro.”

Sem o componente não medicamentoso, o paciente tende a depender cronicamente de remédios, com risco de uso excessivo e menor eficácia ao longo dos anos.
Com o componente não medicamentoso bem aplicado, é possível:

  1. Reduzir doses
  2. Espaçar medicações
  3. Migrar para tratamentos mais leves
  4. Em alguns casos, alcançar longos períodos de remissão, ou seja, sem dor.

9. Mensagem final

O melhor remédio para enxaqueca não é um comprimido isolado, nem uma injeção isolada. É a combinação inteligente de:

  1. Tratamentos com alto nível de evidência (A e B)
  2. Acompanhados de um plano estruturado de sono, alimentação, hidratação, atividade física, manejo do estresse e rotinas saudáveis.

Os remédios são ferramentas potentes e necessárias.
Mas o verdadeiro “tratamento completo” da enxaqueca acontece quando o paciente, junto com o médico, usa o que há de melhor em medicamentos e, ao mesmo tempo, constrói hábitos que permitem ao cérebro ficar menos sensível, mais estável e menos dependente de remédios no futuro.



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Referências

  1. Diretrizes internacionais de tratamento da enxaqueca – níveis de evidência para tratamento agudo e preventivo.
  2. Continuum – Headache. American Academy of Neurology.
  3. Continuum – Pain and Migraine.
  4. UpToDate – “Acute treatment of migraine in adults”; “Preventive treatment of migraine in adults”.
  5. New England Journal of Medicine – Revisões sobre mecanismos e terapias de enxaqueca.
  6. Neurology – Ensaios clínicos sobre betabloqueadores, antiepilépticos e anticorpos monoclonais.
  7. Nature Reviews Neurology – Revisões sobre terapias modernas de enxaqueca.
  8. Headache / Cephalalgia – Estudos de tba em enxaqueca crônica.

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