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Dr. Rafael Pereira Guimarães – Neurologista – São Paulo – SP

Maria tem 42 anos. Era ativa, trabalhava, cuidava da família e adorava caminhar. Tudo mudou quando uma dor nas costas começou a incomodar.

No início, parecia algo simples — má postura, talvez.
Mas os meses passaram e a dor não foi embora.

“Parece que meu corpo esqueceu como é viver sem dor.”

Você já se sentiu assim?
Como se a dor tomasse conta do corpo — e também da rotina?

Essa história é mais comum do que parece.
A dor crônica atinge mais de 20 % dos adultos (IASP, 2020).
Ela pode surgir após uma lesão, cirurgia, doença — ou até sem causa clara.
E o mais importante: dor crônica não é apenas um sintoma. É uma doença.


Quem é o profissional adequado para tratar Dor Crônica?

neurologista trata dor de cabeça

Olá, antes de qualquer coisa, quero me apresentar a você de forma simples e transparente.
Meu nome é Dr. Rafael Pereira Campos Guimarães, sou médico Neurologista, inscrito no CRM-SP sob o número 236278 e no RQE 106401.

Toda a minha formação foi realizada em instituições públicas, o que para mim sempre representou não apenas um caminho profissional, mas também um compromisso com a medicina séria, acessível e baseada em ciência.
Sou graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e realizei minha Residência em Neurologia no Hospital Municipal São José, em Joinville – Santa Catarina, hospital reconhecido como referência em neurologia na região.

Residência Médica em Neurologia no Hospital Municipal São José – Joinville


Equipe de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Municipal São José em Joinville – 2022

Ao longo da minha jornada, aprendi algo que transformou profundamente a forma como exerço a medicina:
Conhecimento e esforço são essenciais, mas o verdadeiro tratamento vai muito além da escolha do melhor medicamento.

Tratar um paciente é:

  • Entender
  • Escutar
  • Acolher
  • Cuidar de forma integral

Cada pessoa carrega uma história única, hábitos próprios, medos, expectativas, crenças e uma família ao redor. E tudo isso muda completamente a maneira como o tratamento deve ser conduzido.

Por isso, meu trabalho é guiado por um princípio muito claro:


“Meu propósito é encontrar o melhor caminho para cada paciente, de forma individualizada e personalizada, com empatia, paciência e escuta verdadeira.”


Para cumprir esse propósito com responsabilidade e excelência, busquei uma formação contínua além da residência.
Realizei Extensão no Serviço de Dor do Hospital das Clínicas da USP, participei de diversas atualizações em congressos médicos, além de obter certificação em Neuromodulação pela UNIFESP e certificação em Medicina Canabinoide pela WeCann.

Congresso Brasileiro de Neurologia (2024)


Ambulatório de TBA para Espasticidade – Centro Especializado em Reabiliação – SP

Neuromodulação não Invasiva – UNIFESP

Toda essa bagagem técnica me permitiu construir uma atuação clínica sólida, atualizada e, principalmente, orientada para resultados reais na vida das pessoas.

Hoje, meu foco de atuação é voltado principalmente para:

  • Dor de Cabeça (Cefaléia)
  • Dor Crônica
  • AVC
  • Demências (Alzheimer e outras)
  • Aplicação de TBA para Enxaqueca e Espasticidade
  • Neuromodulação
  • Medicina Canabinóide

Sempre com um olhar atento, humano, respeitoso e individualizado.


Se você ou alguém da sua família enfrenta esquecimentos, suspeita de Alzheimer, dor crônica, AVC, cefaleia ou precisa de um acompanhamento neurológico cuidadoso, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho.
Estou aqui para caminhar com você, com ciência, empatia e compromisso real com sua saúde.


Como serão as consultas comigo?

Durante as consultas, gosto de explicar tudo com calma, em linguagem simples e acessível, para que não restem dúvidas.


Acredito que entender o que está acontecendo no próprio corpo e no próprio cérebro faz parte do tratamento. Um paciente bem orientado participa melhor das decisões, adere mais ao plano terapêutico e se sente mais seguro em todo o processo.

A primeira consulta é um momento muito importante, pois é quando consigo compreender a história completa do paciente — não apenas a doença, mas a pessoa como um todo: sua rotina, seus hábitos, suas dores, seus medos, sua família e o impacto real do problema na vida diária.



Para que essa avaliação seja o mais completa possível, na primeira consulta peço que tragam, sempre que tiverem:

  • Exames antigos (caso possuam);
  • Exames de imagem — tanto o laudo quanto, se possível, as próprias imagens;
  • A lista dos medicamentos que usam todos os dias;
  • O histórico médico prévio, incluindo:
    • Doenças já diagnosticadas,
    • Cirurgias realizadas,
    • Relatórios médicos anteriores,
    • Acompanhamento com outros profissionais de saúde.

Para mim, todas essas informações são valiosas para entender melhor o seu problema, identificar padrões, evitar repetições de exames desnecessários e construir um raciocínio clínico mais preciso.

Meu objetivo é que o paciente e os familiares entendam com clareza o que está acontecendo, participem ativamente das decisões e saiam da consulta com:

  • Um diagnóstico bem explicado (sempre que possível),
  • Um plano de tratamento claro e estruturado,
  • Orientações práticas para o dia a dia,
  • E a sensação de que não estão sozinhos naquele processo.

O acompanhamento é de perto. Eu não acredito em “consultas soltas”, sem continuidade. Após a consulta inicial, sigo acompanhando a evolução do paciente, ajustando o tratamento conforme a resposta clínica, as necessidades e as mudanças ao longo do tempo.

Mantenho contato direto por mensagens, realizo retornos presenciais ou por teleconsulta, e faço os ajustes necessários sempre que preciso, com responsabilidade, cuidado e atenção individualizada.

Essa proximidade traz mais segurança para o paciente e para a família, especialmente em condições como Alzheimer, AVC, dor crônica e outras doenças neurológicas que exigem acompanhamento contínuo.

Ao longo dos anos, esse modelo de atendimento próximo, humano e cuidadoso tem gerado resultados muito positivos.
Hoje, contamos com mais de 100 avaliações na Doctoralia e no Google, reflexo da confiança que os pacientes e familiares depositam no meu trabalho.



Por isso, posso dizer com tranquilidade:

Você pode contar comigo nessa jornada.


Iniciaremos uma caminhada juntos, no seu ritmo, com o objetivo de alcançar o melhor tratamento possível, o máximo de qualidade de vida e o melhor resultado que a medicina pode oferecer no seu caso.


O que é dor crônica?

A dor crônica é aquela que dura ou retorna por mais de três meses, mesmo depois de o corpo ter se recuperado.

A Organização Mundial da Saúde reconhece oficialmente essa condição no sistema internacional de doenças (ICD-11, 2019).
Isso quer dizer: ela merece atenção e tratamento específicos — assim como diabetes, hipertensão ou depressão.

Podemos dividi-la em dois grupos:

  1. Dor crônica primária – quando a dor é a própria doença, como na fibromialgia.
  2. Dor crônica secundária – quando surge por causa de outra condição, como artrite, neuropatia diabética ou câncer.

Como a dor crônica acontece?

Para entender, imagine que o corpo tem um sistema de alarme.
Quando há uma lesão, esse alarme toca — é a dor aguda, que protege.

Mas, às vezes, o alarme fica preso no modo ligado.
Mesmo sem machucado, o sistema nervoso continua enviando sinais de perigo.

fisiopatologia da dor crônica / fibromialgia

É como um detector de fumaça que dispara mesmo sem fogo.
Os nervos e o cérebro ficam mais sensíveis.
A intensidade da dor aumenta, mesmo com pequenos estímulos.

Você sente dor — e o corpo reage como se ainda estivesse ferido.
Isso chama-se sensibilização central.

A boa notícia?
Esse sistema pode ser reeducado.



Por que isso acontece?

Vários fatores se combinam:

  1. Alterações químicas no cérebro e na medula.
  2. Falhas nos mecanismos naturais de controle da dor.
  3. Estresse, ansiedade e medo, que AMPLIAM os sinais dolorosos.
  4. Sono ruim, que aumenta a sensibilidade.
  5. Sedentarismo, que reduz a liberação de endorfinas.
  6. Doenças como artrite, fibromialgia e diabetes.

A dor crônica é uma condição biopsicossocial — afeta corpo, mente e modo de viver.
E compreender isso é o primeiro passo para recuperar o controle.


Tipos mais comuns de dor crônica

Musculoesqueléticas

  1. Dor lombar e cervical persistente
  2. Artrose e artrite reumatoide
  3. Dor miofascial e tendinites

Neuropáticas

  1. Neuropatia diabética
  2. Neuralgia pós-herpética
  3. Síndrome do túnel do carpo
  4. Dor pós-AVC



Pós-trauma ou pós-cirurgia

  • Dor que permanece mesmo após cicatrização

Viscerais

  • Dor pélvica crônica
  • Síndrome do intestino irritável
  • Cistite intersticial

Primárias ou centrais


Quem tem mais risco?

A dor crônica pode atingir qualquer pessoa, mas é mais comum:

  1. Em mulheres;
  2. Após os 40 anos;
  3. Em quem tem doenças crônicas;
  4. Em pessoas com ansiedade, depressão ou trauma;
  5. Em quem dorme mal ou vive sob estresse constante.

Você se reconhece em algum desses pontos?
Então vale redobrar o cuidado com o corpo e com a rotina.



Quando procurar ajuda pela Dor?

Procure um médico Neurologista se tiver:

  1. Dor que dura mais de três meses;
  2. Dor que piora progressivamente ou acorda à noite;
  3. Formigamento, fraqueza, febre ou emagrecimento;
  4. Dor que atrapalha o sono, o trabalho ou a vida social;
  5. Tristeza ou cansaço constantes por causa da dor.

Você não está sozinho.
Muitas pessoas sentem o mesmo e melhoram quando recebem o tratamento adequado.


Como é feito o diagnóstico de Dor Crônica?

O diagnóstico da dor crônica vai além dos exames.

O médico avalia:

  1. História detalhada da dor — início, intensidade, o que piora e o que alivia.
  2. Exame físico e neurológico — força, reflexos e sensibilidade
  3. Exames complementares — ressonância, eletroneuromiografia, conforme o caso
  4. Aspectos emocionais e sociais — sono, rotina, apoio familiar.

Mesmo quando os exames estão normais, a dor continua sendo real.
Ela está no funcionamento do sistema nervoso — e isso pode ser tratado.



Tratamento – um passo de cada vez

O objetivo não é apenas “tirar a dor”, mas devolver a autonomia.
Cada paciente tem um caminho diferente — e cada avanço, por menor que pareça, é uma vitória.

1. Educação e compreensão
Entender o que acontece ajuda o cérebro a “baixar o volume” da dor.
Conhecimento é parte da cura.

2. Movimento gradual
Mesmo que pareça difícil, movimentar-se faz diferença.
Fisioterapia, caminhada leve, alongamentos e pilates ajudam a liberar endorfinas e a reconectar o corpo à confiança.

3. Sono e rotina
Dormir bem é essencial.
O corpo precisa descansar para reequilibrar os sistemas da dor.

4. Medicamentos
Dependendo da causa, podem ser usados:

  1. Pregabalina, gabapentina, duloxetina, amitriptilina.
  2. Anti-inflamatórios por curto período.
  3. Moduladores de dor e antidepressivos.
  4. Opioides em doses controladas, quando necessário.

O foco é diminuir a dor e aumentar a qualidade de vida, nunca criar dependência.



Neuromodulação não invasiva – reeducando o cérebro da dor

A neuromodulação não invasiva é uma tecnologia moderna e segura que ajuda o cérebro a se reorganizar.

Ela usa correntes elétricas leves ou campos magnéticos aplicados no couro cabeludo para regular áreas cerebrais ligadas à dor.

Os métodos principais são:

  • tDCS: pequenas correntes que reduzem a intensidade da dor.
  • TMS: pulsos magnéticos que equilibram regiões cerebrais relacionadas à dor e ao humor.

São procedimentos indolores e reconhecidos por diretrizes internacionais (Continuum 2024; UpToDate 2024).




Podem melhorar o sono, o bem-estar e permitir diminuir o uso de remédios.
Pense nisso como ensinar o cérebro a desligar um alarme que ficou preso.

neuromodulação dor crônica
Neuromodulação não invasiva


Neuroplasticidade – o cérebro que pode reaprender

O cérebro tem uma capacidade incrível chamada neuroplasticidade — ele pode criar novos caminhos e “reprogramar” como sente a dor.

Com o tempo e estímulos corretos (exercícios, neuromodulação, terapia, meditação), o cérebro aprende a responder de forma mais equilibrada.

É como substituir uma estrada congestionada por um caminho mais tranquilo.
Demora um pouco, mas os resultados são reais.

neuroplasticidade na dor Crônica



O papel das emoções na Dor Crônica

Corpo e mente andam juntos.
O estresse, a preocupação e a tristeza podem aumentar o sofrimento.

Cuidar das emoções é parte do tratamento:

  • Terapia cognitivo-comportamental,
  • Técnicas de respiração,
  • Mindfulness, yoga,
  • Apoio familiar.

Quando a mente se acalma, o corpo responde melhor.


Ignorar a dor que não passa.
Usar medicamentos por conta própria.
Parar o tratamento ao primeiro sinal de melhora.
Acreditar em curas rápidas.
Culpar-se por sentir dor.

A dor crônica não é culpa sua — é um sinal de que o sistema nervoso precisa de cuidado.



Caminhos de esperança

Eu sei que conviver com dor todos os dias cansa.
Mas há motivos para ter esperança.

Com o tratamento certo, é possível:

  1. Reduzir a intensidade da dor,
  2. Dormir melhor,
  3. Recuperar energia,
  4. E voltar a fazer o que traz prazer.

Cada melhora conta.
Controlar a dor é também reaprender a viver.


Médico e paciente: uma parceria

Tratar dor crônica é um trabalho em equipe.
O médico traz o conhecimento técnico; o paciente traz o conhecimento do próprio corpo.

Quando os dois se unem, os resultados aparecem.
A dor crônica não é destino — é um desafio que pode ser transformado com constância, empatia e ciência.

relação medico paciente na dor crônica



Dor crônica tem tratamento. E tem saída.

Sentir dor todos os dias não é normal — e não precisa ser assim.

A dor crônica é uma doença do sistema nervoso, tratável e controlável.
Com diagnóstico certo e acompanhamento contínuo, é possível retomar o prazer de viver.

A dor não define quem você é.
Ela pode ser o começo de um novo capítulo — mais leve, consciente e saudável.

“Cuidar da dor é cuidar da vida — e cada passo, por menor que pareça, é um recomeço.”



Leia também:

  1. “Global, regional, and national burden of stroke and its risk factors, 1990-2021: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2021”, Health Data/GBD (2024)
    — Fornece dados epidemiológicos atualizados sobre AVC no mundo, fatores de risco, mortalidade, etc.
  2. “Acute Ischemic Stroke: Management Approach”, PMC – free full-text review (2023). – Revisão ampla sobre manejo do AVC isquêmico, incluindo janelas terapêuticas, trombólise e trombectomia.
  3. “Thrombolysis Guided by Perfusion Imaging up to 9 Hours after Onset of Stroke”, The New England Journal of Medicine, 2018.

Referências:

  • Treede RD et al. Pain. 2019; 160(1): 19–27.
  • Continuum Neurology. 2024; 30(5): 1318–1338.
  • IASP – Classification of Chronic Pain for ICD-11. 2020.
  • UpToDate. Evaluation and management of chronic pain, 2024.
  • NEJM. 2023; 388: 168–182 – Chronic Pain as a Disease of the Nervous System.

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