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Dr. Rafael Pereira Guimarães – Neurologista – São Paulo – SP

Sentir dor de cabeça em algum momento da vida é algo comum. Muitas pessoas associam esse sintoma ao estresse, noites mal dormidas ou excesso de trabalho.

dor de cabeça

No entanto, quando a dor de cabeça se torna intensa, frequente ou simplesmente não melhora, ela deixa de ser apenas um incômodo e passa a ser um sinal de alerta do organismo.

Um dos maiores erros é normalizar a dor.

Tomar analgésicos com frequência, esperar que a dor “passe sozinha” ou conviver com crises recorrentes pode atrasar o diagnóstico correto e impactar diretamente a qualidade de vida.

A dor de cabeça é uma das principais causas de incapacidade no mundo, especialmente quando relacionada à enxaqueca.

Saber identificar quando ela merece investigação neurológica pode fazer toda a diferença.

Neste artigo, você vai entender:

  1. Por que a dor de cabeça acontece
  2. Quando ela deixa de ser normal
  3. Quais sinais indicam alerta
  4. Quando procurar um neurologista
  5. Quais tratamentos estão disponíveis

Quem é o profissional adequado para tratar dos problemas do cérebro?

neurologista trata dor de cabeça

Olá, antes de qualquer coisa, quero me apresentar a você de forma simples e transparente.
Meu nome é Dr. Rafael Pereira Campos Guimarães, sou médico Neurologista, inscrito no CRM-SP sob o número 236278 e no RQE 106401.

Toda a minha formação foi realizada em instituições públicas, o que para mim sempre representou não apenas um caminho profissional, mas também um compromisso com a medicina séria, acessível e baseada em ciência.
Sou graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e realizei minha Residência em Neurologia no Hospital Municipal São José, em Joinville – Santa Catarina, hospital reconhecido como referência em neurologia na região.

Residência Médica em Neurologia no Hospital Municipal São José – Joinville


Equipe de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Municipal São José em Joinville – 2022

Ao longo da minha jornada, aprendi algo que transformou profundamente a forma como exerço a medicina:
Conhecimento e esforço são essenciais, mas o verdadeiro tratamento vai muito além da escolha do melhor medicamento.

Tratar um paciente é:

  • Entender
  • Escutar
  • Acolher
  • Cuidar de forma integral

Cada pessoa carrega uma história única, hábitos próprios, medos, expectativas, crenças e uma família ao redor. E tudo isso muda completamente a maneira como o tratamento deve ser conduzido.

Por isso, meu trabalho é guiado por um princípio muito claro:


“Meu propósito é encontrar o melhor caminho para cada paciente, de forma individualizada e personalizada, com empatia, paciência e escuta verdadeira.”


Para cumprir esse propósito com responsabilidade e excelência, busquei uma formação contínua além da residência.
Realizei Extensão no Serviço de Dor do Hospital das Clínicas da USP, participei de diversas atualizações em congressos médicos, além de obter certificação em Neuromodulação pela UNIFESP e certificação em Medicina Canabinoide pela WeCann.

Congresso Brasileiro de Neurologia (2024)


Ambulatório de TBA para Espasticidade – Centro Especializado em Reabiliação – SP

Neuromodulação não Invasiva – UNIFESP

Toda essa bagagem técnica me permitiu construir uma atuação clínica sólida, atualizada e, principalmente, orientada para resultados reais na vida das pessoas.

Hoje, meu foco de atuação é voltado principalmente para:

  • Dor de Cabeça (Cefaléia)
  • Dor Crônica
  • AVC
  • Demências (Alzheimer e outras)
  • Aplicação de TBA para Enxaqueca e Espasticidade
  • Neuromodulação
  • Medicina Canabinóide

Sempre com um olhar atento, humano, respeitoso e individualizado.


Se você ou alguém da sua família enfrenta esquecimentos, suspeita de Alzheimer, dor crônica, AVC, cefaleia ou precisa de um acompanhamento neurológico cuidadoso, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho.
Estou aqui para caminhar com você, com ciência, empatia e compromisso real com sua saúde.


Como serão as consultas comigo?

Durante as consultas, gosto de explicar tudo com calma, em linguagem simples e acessível, para que não restem dúvidas.


Acredito que entender o que está acontecendo no próprio corpo e no próprio cérebro faz parte do tratamento. Um paciente bem orientado participa melhor das decisões, adere mais ao plano terapêutico e se sente mais seguro em todo o processo.

A primeira consulta é um momento muito importante, pois é quando consigo compreender a história completa do paciente — não apenas a doença, mas a pessoa como um todo: sua rotina, seus hábitos, suas dores, seus medos, sua família e o impacto real do problema na vida diária.



Para que essa avaliação seja o mais completa possível, na primeira consulta peço que tragam, sempre que tiverem:

  • Exames antigos (caso possuam);
  • Exames de imagem — tanto o laudo quanto, se possível, as próprias imagens;
  • A lista dos medicamentos que usam todos os dias;
  • O histórico médico prévio, incluindo:
    • Doenças já diagnosticadas,
    • Cirurgias realizadas,
    • Relatórios médicos anteriores,
    • Acompanhamento com outros profissionais de saúde.

Para mim, todas essas informações são valiosas para entender melhor o seu problema, identificar padrões, evitar repetições de exames desnecessários e construir um raciocínio clínico mais preciso.

Meu objetivo é que o paciente e os familiares entendam com clareza o que está acontecendo, participem ativamente das decisões e saiam da consulta com:

  • Um diagnóstico bem explicado (sempre que possível),
  • Um plano de tratamento claro e estruturado,
  • Orientações práticas para o dia a dia,
  • E a sensação de que não estão sozinhos naquele processo.

O acompanhamento é de perto. Eu não acredito em “consultas soltas”, sem continuidade. Após a consulta inicial, sigo acompanhando a evolução do paciente, ajustando o tratamento conforme a resposta clínica, as necessidades e as mudanças ao longo do tempo.

Mantenho contato direto por mensagens, realizo retornos presenciais ou por teleconsulta, e faço os ajustes necessários sempre que preciso, com responsabilidade, cuidado e atenção individualizada.

Essa proximidade traz mais segurança para o paciente e para a família, especialmente em condições como Alzheimer, AVC, dor crônica e outras doenças neurológicas que exigem acompanhamento contínuo.

Ao longo dos anos, esse modelo de atendimento próximo, humano e cuidadoso tem gerado resultados muito positivos.
Hoje, contamos com mais de 100 avaliações na Doctoralia e no Google, reflexo da confiança que os pacientes e familiares depositam no meu trabalho.



Por isso, posso dizer com tranquilidade:

Você pode contar comigo nessa jornada.


Iniciaremos uma caminhada juntos, no seu ritmo, com o objetivo de alcançar o melhor tratamento possível, o máximo de qualidade de vida e o melhor resultado que a medicina pode oferecer no seu caso.


Por que sentimos dor de cabeça?

Apesar da sensação de dor parecer “vir do cérebro”, o próprio cérebro não possui receptores de dor.

A dor de cabeça ocorre devido à ativação de estruturas ao redor do cérebro, como:

  • Meninges
  • Vasos sanguíneos
  • Nervos cranianos

Um dos principais sistemas envolvidos é o sistema trigeminovascular, responsável por transmitir os sinais dolorosos.

Quando esse sistema é ativado, ocorre liberação de substâncias inflamatórias que aumentam a sensibilidade à dor.

Isso pode gerar diferentes tipos de dor, como pressão, pulsação ou sensação de peso.


Quando a dor de cabeça deixa de ser normal?

Nem toda dor de cabeça é preocupante.

Porém, existem características que indicam a necessidade de investigação.

Entre os principais sinais estão:

  • Dor frequente (várias vezes por semana)
  • Dor que não melhora com medicação comum
  • Dor que atrapalha trabalho ou rotina
  • Necessidade constante de analgésicos
  • Piora progressiva

Quando a dor deixa de ser episódica e passa a ser recorrente, ela deve ser avaliada.


Principais causas de dor de cabeça persistente

Existem diferentes tipos de dor de cabeça.

Entre os mais comuns estão:

  • Enxaqueca
  • Cefaleia tensional
  • Cefaleia crônica diária
  • Cefaleia por uso excessivo de medicação

A enxaqueca é uma das causas mais frequentes de dor intensa e incapacitante.


Enxaqueca: a principal causa de dor intensa

A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor pulsátil
  • Dor em um lado da cabeça
  • Náuseas
  • Sensibilidade à luz
  • Sensibilidade ao som

As crises podem durar horas ou até dias.

Muitos pacientes convivem com esse quadro por anos sem diagnóstico adequado.

->Veja nosso artigo sobre Enxaqueca


O ciclo da dor de cabeça crônica

Um ponto importante é que a dor de cabeça pode entrar em um ciclo.

O uso frequente de analgésicos pode levar ao chamado:

Efeito rebote.

Isso significa que:

  • A medicação alivia momentaneamente
  • Mas favorece novas crises
  • Criando um ciclo de dor contínua

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Existem sinais que indicam maior gravidade e necessidade de avaliação imediata.

Entre eles:

  • Dor súbita e muito intensa
  • Pior dor de cabeça da vida
  • Dor associada a febre
  • Rigidez no pescoço
  • Alteração de visão
  • Dificuldade para falar
  • Fraqueza em um lado do corpo

Esses sinais podem indicar condições graves e devem ser avaliados com urgência.


Dor de cabeça pode ser algo grave?

Na maioria dos casos, a dor de cabeça não está relacionada a doenças graves.

No entanto, em uma pequena parcela dos casos, pode estar associada a:

Tumor encefálico
  • AVC
  • Infecções
  • Tumores
  • Alterações vasculares

Por isso, a avaliação médica é importante quando há sinais de alerta.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dor de cabeça é baseado principalmente na história clínica detalhada. O neurologista investiga a frequência das crises, a intensidade da dor, os fatores desencadeantes e os sintomas associados.

Durante a consulta, são analisadas características específicas que ajudam a diferenciar enxaqueca, cefaleia tensional e outras causas.

O exame neurológico é realizado para identificar sinais que possam indicar causas secundárias.

Na maioria dos casos de dor de cabeça primária, exames não são necessários. No entanto, quando existem sinais de alerta ou características atípicas, exames de imagem podem ser solicitados.


Tratamento da dor de cabeça

O tratamento depende da causa e da frequência das crises.


Tratamento das crises

Durante a crise, podem ser utilizados:

  • Analgésicos
  • Anti-inflamatórios
  • Triptanos
  • Medicações para náusea

Tratamento preventivo

Quando as crises são frequentes, o tratamento preventivo é indicado.

Pode incluir:

  • Antidepressivos
  • Anticonvulsivantes
  • Betabloqueadores
  • Anticorpos monoclonais

Abordagens modernas e personalizadas

Hoje, o tratamento da dor de cabeça evoluiu muito.

Em casos selecionados, podem ser considerados:

  • Aplicação de toxina botulínica
  • Neuromodulação
  • Estratégias integrativas
  • Uso de canabidiol em situações específicas
TMS: Estimulação Magnética Transcraniana (neuromodulação)

Canabidiol e dor crônica

O canabidiol (CBD) atua no sistema endocanabinoide, que participa da regulação da dor e da inflamação.

Em alguns pacientes com dor crônica ou enxaqueca associada a ansiedade e distúrbios do sono, pode ser considerado como parte do tratamento.

Sempre com avaliação médica individualizada.


O impacto da dor de cabeça na qualidade de vida

A dor de cabeça frequente pode impactar significativamente a rotina.

Entre os principais efeitos estão:

  • Queda de produtividade
  • Dificuldade de concentração
  • Afastamento social
  • Prejuízo no trabalho
  • Ansiedade associada

Por isso, tratar corretamente vai muito além de aliviar a dor.

Criei um Score gratuito que ajuda a orientar qual o impacto da Dor de cabeça no seu dia a dia -> Mapa da Dor


Quando procurar um neurologista?

Procure avaliação neurológica quando houver:

  • Dor de cabeça frequente
  • Crises intensas
  • Dor que não melhora
  • Uso frequente de medicação
  • Impacto na rotina

Consulta presencial ou teleconsulta?

Hoje, muitos casos podem ser avaliados inicialmente por teleconsulta.

Teleconsulta é indicada para:

  • Dor de cabeça recorrente
  • Suspeita de enxaqueca
  • Ajuste de tratamento
  • Acompanhamento

Consulta presencial é importante quando há:

  • Sinais de alerta
  • Sintomas neurológicos associados
  • Necessidade de exame físico detalhado

Avaliação neurológica especializada

A investigação da dor de cabeça permite entender a causa do sintoma e direcionar o tratamento adequado.

O atendimento pode ser realizado:

📍 Presencialmente em São Paulo – zona sul, na região do Shopping Market Place

💻 Por teleconsulta, com orientação completa e acompanhamento


Mensagem final:

A dor de cabeça forte que não passa não deve ser ignorada.

Embora muitas vezes seja causada por condições benignas, como a enxaqueca, ela pode impactar profundamente a qualidade de vida.

Com diagnóstico correto e tratamento adequado, é possível controlar as crises e recuperar o bem-estar.


Perguntas frequentes

Dor de cabeça todo dia é normal?
Não. Pode indicar enxaqueca ou cefaleia crônica. Nunca “normalize” sua dor.

Quando devo me preocupar?
Quando a dor é intensa, frequente ou não melhora. Quando a dor for “diferente” do habitual. Quando usa mais de 1 x na semana analgésicos para dor.

Enxaqueca tem cura?
Não, mas pode ser controlada sem dúvida. Mas precisa de um diagnóstico correto, tratamento adequado a realidade do paciente e também empenho do próprio paciente.

Teleconsulta funciona para dor de cabeça?
Sim, principalmente para avaliação inicial.

Café ajuda ou piora?
Depende da pessoa, depende do tipo da dor e de outros hábitos.

Analgésico todo dia faz mal?
Pode piorar a dor ao longo do tempo e se tornar a causa da dor inclusive.

Canabidiol pode ajudar?
Em alguns casos selecionados, sim.

Qual médico procurar?
Neurologista.


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  8. Tremor e Doença de Parkinson
  9. Insônia, como a falta de sono afeta o seu cerebro.

Referências científicas

  • Continuum Neurology – Pain Management in Neurology, 2024.
  • GOADSBY, Peter J. Migraine. New England Journal of Medicine.
  • SILBERSTEIN, Stephen D. Headache disorders. Lancet Neurology.
  • ICHD-3. International Classification of Headache Disorders.
  • KANDEL, Eric R. Principles of Neural Science.
  • CONTINUUM (Neurology). Headache medicine.

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