Pular para o conteúdo principal

Dr. Rafael Pereira Guimarães – Neurologista – São Paulo – SP

Sentir uma dor intensa no rosto, descrita como um choque elétrico ou uma pontada extremamente forte, pode ser uma experiência assustadora. Muitas pessoas que apresentam esse tipo de dor acreditam que o problema está relacionado aos dentes mas nem sempre é isso.

neuralgia do trigêmeo

Em alguns casos, a origem da dor pode estar no sistema nervoso.

Uma das causas neurológicas mais conhecidas de dor facial intensa é a neuralgia do trigêmeo, uma condição caracterizada por crises súbitas de dor na face que podem surgir de forma inesperada e com intensidade muito elevada.

Pacientes frequentemente descrevem essa dor como se fosse um choque elétrico, uma facada ou uma descarga que percorre o rosto. Embora os episódios geralmente durem apenas alguns segundos ou poucos minutos, a intensidade da dor pode ser tão forte que interfere significativamente na qualidade de vida.

A neuralgia do trigêmeo é considerada uma das dores mais intensas descritas na medicina. Apesar disso, muitas pessoas passam longos períodos sem diagnóstico correto, frequentemente procurando inicialmente dentistas ou outros especialistas antes de chegar ao neurologista.

Compreender como essa condição ocorre e reconhecer seus sinais pode ajudar a buscar avaliação médica mais rapidamente.

Neste artigo você vai entender:

  • O que é o nervo trigêmeo
  • Como ocorre a neuralgia do trigêmeo
  • Quais são os sintomas mais comuns
  • Quais fatores podem desencadear as crises
  • Quais tratamentos estão disponíveis atualmente

Quem é o profissional adequado para tratar Neuralgia do trigêmeo?

neurologista neuralgia trigêmeo

Olá, antes de qualquer coisa, quero me apresentar a você de forma simples e transparente.
Meu nome é Dr. Rafael Pereira Campos Guimarães, sou médico Neurologista, inscrito no CRM-SP sob o número 236278 e no RQE 106401.

Toda a minha formação foi realizada em instituições públicas, o que para mim sempre representou não apenas um caminho profissional, mas também um compromisso com a medicina séria, acessível e baseada em ciência.
Sou graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e realizei minha Residência em Neurologia no Hospital Municipal São José, em Joinville – Santa Catarina, hospital reconhecido como referência em neurologia na região.

Residência Médica em Neurologia no Hospital Municipal São José – Joinville


Equipe de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Municipal São José em Joinville – 2022

Ao longo da minha jornada, aprendi algo que transformou profundamente a forma como exerço a medicina:
Conhecimento e esforço são essenciais, mas o verdadeiro tratamento vai muito além da escolha do melhor medicamento.

Tratar um paciente é:

  • Entender
  • Escutar
  • Acolher
  • Cuidar de forma integral

Cada pessoa carrega uma história única, hábitos próprios, medos, expectativas, crenças e uma família ao redor. E tudo isso muda completamente a maneira como o tratamento deve ser conduzido.

Por isso, meu trabalho é guiado por um princípio muito claro:


“Meu propósito é encontrar o melhor caminho para cada paciente, de forma individualizada e personalizada, com empatia, paciência e escuta verdadeira.”


Para cumprir esse propósito com responsabilidade e excelência, busquei uma formação contínua além da residência.
Realizei Extensão no Serviço de Dor do Hospital das Clínicas da USP, participei de diversas atualizações em congressos médicos, além de obter certificação em Neuromodulação pela UNIFESP e certificação em Medicina Canabinoide pela WeCann.

Congresso Brasileiro de Neurologia (2024)


Ambulatório de TBA para Espasticidade – Centro Especializado em Reabiliação – SP

Neuromodulação não Invasiva – UNIFESP

Toda essa bagagem técnica me permitiu construir uma atuação clínica sólida, atualizada e, principalmente, orientada para resultados reais na vida das pessoas.

Hoje, meu foco de atuação é voltado principalmente para:

  • Dor de Cabeça (Cefaléia)
  • Dor Crônica
  • AVC
  • Demências (Alzheimer e outras)
  • Aplicação de TBA para Enxaqueca e Espasticidade
  • Neuromodulação
  • Medicina Canabinóide

Sempre com um olhar atento, humano, respeitoso e individualizado.


Se você ou alguém da sua família enfrenta esquecimentos, suspeita de Alzheimer, dor crônica, AVC, cefaleia ou precisa de um acompanhamento neurológico cuidadoso, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho.
Estou aqui para caminhar com você, com ciência, empatia e compromisso real com sua saúde.


Como serão as consultas comigo?

Durante as consultas, gosto de explicar tudo com calma, em linguagem simples e acessível, para que não restem dúvidas.


Acredito que entender o que está acontecendo no próprio corpo e no próprio cérebro faz parte do tratamento. Um paciente bem orientado participa melhor das decisões, adere mais ao plano terapêutico e se sente mais seguro em todo o processo.

A primeira consulta é um momento muito importante, pois é quando consigo compreender a história completa do paciente — não apenas a doença, mas a pessoa como um todo: sua rotina, seus hábitos, suas dores, seus medos, sua família e o impacto real do problema na vida diária.



Para que essa avaliação seja o mais completa possível, na primeira consulta peço que tragam, sempre que tiverem:

  • Exames antigos (caso possuam);
  • Exames de imagem — tanto o laudo quanto, se possível, as próprias imagens;
  • A lista dos medicamentos que usam todos os dias;
  • O histórico médico prévio, incluindo:
    • Doenças já diagnosticadas,
    • Cirurgias realizadas,
    • Relatórios médicos anteriores,
    • Acompanhamento com outros profissionais de saúde.

Para mim, todas essas informações são valiosas para entender melhor o seu problema, identificar padrões, evitar repetições de exames desnecessários e construir um raciocínio clínico mais preciso.

Meu objetivo é que o paciente e os familiares entendam com clareza o que está acontecendo, participem ativamente das decisões e saiam da consulta com:

  • Um diagnóstico bem explicado (sempre que possível),
  • Um plano de tratamento claro e estruturado,
  • Orientações práticas para o dia a dia,
  • E a sensação de que não estão sozinhos naquele processo.

O acompanhamento é de perto. Eu não acredito em “consultas soltas”, sem continuidade. Após a consulta inicial, sigo acompanhando a evolução do paciente, ajustando o tratamento conforme a resposta clínica, as necessidades e as mudanças ao longo do tempo.

Mantenho contato direto por mensagens, realizo retornos presenciais ou por teleconsulta, e faço os ajustes necessários sempre que preciso, com responsabilidade, cuidado e atenção individualizada.

Essa proximidade traz mais segurança para o paciente e para a família, especialmente em condições como Alzheimer, AVC, dor crônica e outras doenças neurológicas que exigem acompanhamento contínuo.

Ao longo dos anos, esse modelo de atendimento próximo, humano e cuidadoso tem gerado resultados muito positivos.
Hoje, contamos com mais de 100 avaliações na Doctoralia e no Google, reflexo da confiança que os pacientes e familiares depositam no meu trabalho.



Por isso, posso dizer com tranquilidade:

Você pode contar comigo nessa jornada.


Iniciaremos uma caminhada juntos, no seu ritmo, com o objetivo de alcançar o melhor tratamento possível, o máximo de qualidade de vida e o melhor resultado que a medicina pode oferecer no seu caso.


O nervo trigêmeo e sua função

O nervo trigêmeo é o quinto par de nervos cranianos e desempenha um papel essencial na sensibilidade da face. Ele é responsável por transmitir ao cérebro informações relacionadas ao toque, temperatura, pressão e dor provenientes da região facial.

Esse nervo recebe o nome “trigêmeo” porque possui três ramos principais que se distribuem pela face.

Esses ramos são:

  • Ramo oftálmico, responsável pela sensibilidade da testa e da região dos olhos
  • Ramo maxilar, que transmite sensibilidade da bochecha e da região do nariz
  • Ramo mandibular, responsável pela sensibilidade da mandíbula e parte inferior da face

Além da função sensorial, o nervo trigêmeo também participa do controle dos músculos envolvidos na mastigação.

Quando ocorre irritação ou compressão desse nervo, podem surgir episódios de dor intensa nas regiões que ele inerva.


O que é neuralgia do trigêmeo

A neuralgia do trigêmeo é uma condição neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor facial intensa relacionadas à irritação ou disfunção do nervo trigêmeo.

A dor costuma surgir de forma súbita e pode ocorrer em episódios breves, porém extremamente intensos.

Muitos pacientes descrevem a dor como:

  • Choque elétrico na face
  • Pontada súbita e intensa
  • Facada no rosto
  • Dor que dispara rapidamente pela face

As crises geralmente duram poucos segundos, mas podem se repetir várias vezes ao longo do dia.

Na maioria dos casos, a dor ocorre apenas em um lado do rosto e afeta principalmente as regiões da bochecha ou da mandíbula.


Como a neuralgia do trigêmeo se desenvolve?

Na maior parte dos pacientes, a neuralgia do trigêmeo ocorre devido à compressão do nervo trigêmeo por um pequeno vaso sanguíneo próximo à sua origem no tronco cerebral.

Essa compressão pode provocar danos à mielina, uma camada protetora que envolve as fibras nervosas. A mielina é essencial para garantir a condução adequada dos impulsos elétricos ao longo do nervo.

Quando essa camada sofre lesão, ocorre um processo chamado desmielinização, que altera a forma como os sinais elétricos são transmitidos pelo nervo.

Como consequência, estímulos normalmente inofensivos — como tocar o rosto, falar ou mastigar — podem desencadear impulsos dolorosos intensos.

Esse mecanismo ajuda a explicar por que atividades simples do cotidiano podem desencadear crises.


Tipos de neuralgia do trigêmeo

A neuralgia do trigêmeo pode ser classificada em diferentes formas clínicas.

Entre os principais tipos estão:

  • Neuralgia do trigêmeo clássica
  • Neuralgia do trigêmeo secundária
  • Neuralgia do trigêmeo com dor contínua

A forma clássica é a mais comum e está relacionada à compressão vascular do nervo.

A forma secundária ocorre quando existe uma doença associada, como tumores ou doenças desmielinizantes.

Tumor causando Neuralgia do trigêmeo.

Já a forma com dor contínua apresenta sintomas menos típicos e pode dificultar o diagnóstico.


Sintomas mais comuns

Os sintomas da neuralgia do trigêmeo costumam apresentar características bastante específicas.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Dor súbita e intensa no rosto
  • Sensação de choque elétrico
  • Crises que duram segundos ou minutos
  • Dor geralmente em apenas um lado da face
  • Períodos sem dor entre as crises

Em alguns pacientes as crises podem ocorrer diversas vezes ao longo do dia.


Fatores que podem desencadear crises

Uma característica marcante da neuralgia do trigêmeo é a presença de gatilhos, ou seja, estímulos simples que podem desencadear as crises de dor.

Entre os gatilhos mais comuns estão:

  • escovar os dentes
  • mastigar alimentos
  • falar por períodos prolongados
  • tocar o rosto
  • lavar o rosto
  • exposição ao vento frio

Por causa desses gatilhos, alguns pacientes passam a evitar atividades simples por medo de desencadear novas crises.


Neuralgia do trigêmeo e esclerose múltipla

Em alguns casos, a neuralgia do trigêmeo pode estar associada à esclerose múltipla, uma doença inflamatória do sistema nervoso central caracterizada por áreas de desmielinização no cérebro e na medula espinhal.

Quando essas lesões atingem a região onde o nervo trigêmeo se conecta ao tronco cerebral, podem provocar sintomas semelhantes aos da neuralgia clássica.

Esse tipo de neuralgia costuma ocorrer em pacientes mais jovens e pode representar um dos primeiros sinais da doença.

Por esse motivo, quando a neuralgia do trigêmeo surge em pessoas jovens ou apresenta características atípicas, exames de imagem costumam ser solicitados para investigar possíveis causas neurológicas associadas.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da neuralgia do trigêmeo é essencialmente clínico e baseia-se na descrição detalhada da dor relatada pelo paciente. O neurologista analisa cuidadosamente a intensidade da dor, sua duração, a localização na face e os fatores que desencadeiam as crises. A presença de dor súbita em forma de choque elétrico, geralmente unilateral e desencadeada por estímulos simples, é altamente sugestiva dessa condição.

Durante a consulta também é realizado um exame neurológico completo para avaliar a sensibilidade da face e verificar se existem outros sinais neurológicos associados. Esse exame é importante para diferenciar a neuralgia do trigêmeo de outras causas de dor facial, como problemas odontológicos, sinusites ou outras formas de dor neuropática.

Em muitos casos, exames de imagem como a ressonância magnética do encéfalo são solicitados para avaliar o trajeto do nervo trigêmeo e investigar possíveis causas estruturais da compressão do nervo. Esse exame permite visualizar a região onde o nervo emerge do tronco cerebral e identificar alterações vasculares ou outras condições que possam estar relacionadas aos sintomas.


Tratamento medicamentoso

Os medicamentos são geralmente a primeira linha de tratamento.

Entre os mais utilizados estão:

  • Carbamazepina
  • Oxcarbazepina
  • Gabapentina
  • Pregabalina
  • Baclofeno

Essas medicações atuam estabilizando a atividade elétrica do nervo e reduzindo a transmissão de sinais dolorosos.


Tratamentos intervencionistas

Quando os medicamentos não conseguem controlar adequadamente a dor, alguns procedimentos podem ser considerados.

Entre as opções estão:

  • descompressão microvascular
  • radiofrequência do nervo trigêmeo
  • compressão com balão
  • radiocirurgia estereotáxica

Esses procedimentos buscam reduzir a irritação do nervo trigêmeo.


Impacto na qualidade de vida

A neuralgia do trigêmeo pode afetar significativamente a qualidade de vida.

Entre os impactos mais relatados estão:

  • Dificuldade para se alimentar
  • Medo de falar ou mastigar
  • Ansiedade relacionada às crises
  • Isolamento social
  • Prejuízo no sono

Por isso, o diagnóstico correto e o tratamento adequado são fundamentais.


Quando procurar um neurologista?

Procure avaliação neurológica especialmente quando ocorrer:

  • Dor intensa em forma de choque no rosto
  • Crises repetidas de dor facial
  • Dor desencadeada por estímulos simples
  • Dor persistente mesmo após avaliação odontológica
  • Dor que interfere na alimentação ou fala

Mensagem final:

A dor facial em forma de choque não deve ser ignorada, especialmente quando ocorre de forma intensa ou repetida.

Embora existam várias causas possíveis para dor no rosto, a neuralgia do trigêmeo é uma das condições neurológicas mais importantes associadas a esse sintoma.

Com diagnóstico correto e tratamento adequado, muitos pacientes conseguem controlar as crises e recuperar a qualidade de vida.


Perguntas frequentes sobre neuralgia do trigêmeo

1) O que causa neuralgia do trigêmeo?
Na maioria dos casos ocorre compressão do nervo trigêmeo por um vaso sanguíneo próximo ao tronco cerebral.

2) Neuralgia do trigêmeo é perigosa?
Não costuma ser fatal, mas pode causar dor extremamente intensa.

3) Dor de dente pode ser confundida com neuralgia do trigêmeo?
Sim. Muitos pacientes procuram inicialmente dentistas antes do diagnóstico correto.

4) Quanto tempo dura uma crise?
Geralmente dura segundos ou poucos minutos.

5) Neuralgia do trigêmeo tem cura?
Alguns procedimentos cirúrgicos podem aliviar significativamente os sintomas.

6) Qual médico trata neuralgia do trigêmeo?
O neurologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento.

7) Estresse pode piorar as crises?
Em alguns pacientes o estresse pode aumentar a frequência das crises.

8) É possível iniciar investigação por teleconsulta?
Sim. A avaliação inicial pode ser realizada por teleconsulta.


Veja também

  1. Como controlar a enxaqueca? Porque não demorar à tratar?
  2. Faça nosso Quiz Sobre Dor de Cabeça e descubra se vale a pena uma avaliação especializada.
  3. Faça também nosso Quiz e veja Quando o Esquecimento afeta no dia a dia.
  4. Qual melhor medicamentos para Enxaqueca, e porque só ele não basta?
  5. 9 sinais e sintomas de AVC pouco falados
  6. Dor crônica – tudo que você precisa saber
  7. Tremor e Doença de Parkinson
  8. Insônia, como a falta de sono afeta o seu cerebro.

Referências científicas

  • BENOLIEL, Rafael; BIRKLEIN, Frank; IRVING, Geoffrey et al. Trigeminal neuralgia. Nature Reviews Disease Primers, v. 3, 2017.
  • CRUCCU, Giorgio; FINNERUP, Nanna B.; JENSEN, Troels S. et al. Trigeminal neuralgia: new classification and diagnostic grading. Neurology, v. 87, n. 2, p. 220-228, 2016.
  • GRONSET, Gary S.; CRUCCU, Giorgio; ALKSNE, John et al. Practice parameter: the diagnostic evaluation and treatment of trigeminal neuralgia. Neurology, v. 71, n. 15, p. 1183-1190.
  • LOVE, Seth; COAKHAM, Hugh B. Trigeminal neuralgia: pathology and pathogenesis. Brain, v. 124, p. 2347-2360.
  • KANDEL, Eric R.; KOESTER, John D.; MACK, Sarah H.; SIEGELBAUM, Steven A. Principles of Neural Science. 6. ed. New York: McGraw-Hill.
  • BENDTSEN, Lars; CRUCCU, Giorgio; ZAKRZEWSKA, Joanna M. Trigeminal neuralgia management. Continuum (Neurology).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *