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Dr. Rafael Pereira Guimarães – Neurologista – São Paulo – SP

Entenda quando a dificuldade para dormir merece investigação

Dormir mal de vez em quando é algo comum. Momentos de estresse, preocupações ou mudanças na rotina podem afetar temporariamente o sono.

Mas quando a dificuldade para dormir se torna frequente, persistente ou começa a afetar a memória, o humor e o funcionamento diário, ela pode ser um sinal de que algo não está funcionando bem no cérebro.

Nos últimos anos, pesquisas em neurologia e medicina do sono mostraram que o sono tem um papel fundamental na saúde cerebral. Alterações no padrão de sono não apenas prejudicam o bem-estar diário, mas também podem estar relacionadas a alterações neurológicas que afetam a forma como o cérebro regula o descanso.

Por isso, entender as causas da insônia é importante não apenas para melhorar a qualidade do sono, mas também para proteger funções essenciais como memória, concentração e equilíbrio emocional.

Neste artigo você vai entender:

  1. Quando a insônia é comum
  2. Quando ela pode indicar um problema neurológico
  3. Quais doenças podem afetar o sono
  4. Quais tratamentos realmente funcionam
  5. Quando procurar avaliação neurológica

O que é insônia?

A insônia é definida como dificuldade persistente para iniciar o sono, manter o sono durante a noite ou acordar com a sensação de que o descanso não foi reparador.

Mesmo quando a pessoa tem oportunidade para dormir, o cérebro permanece em estado de alerta ou não consegue manter um ciclo adequado de sono profundo.

Segundo a American Academy of Sleep Medicine, a insônia passa a ser considerada crônica quando ocorre pelo menos três vezes por semana e persiste por mais de três meses.

Estudos científicos indicam que aproximadamente 30% da população adulta apresenta sintomas de insônia em algum momento da vida, e cerca de 10% desenvolvem formas persistentes do problema.

Mas nem toda dificuldade para dormir significa uma doença.


Quem é o profissional adequado para tratar Insônia ou dificuldades para dormir?

neurologista insonia

Olá, antes de qualquer coisa, quero me apresentar a você de forma simples e transparente.
Meu nome é Dr. Rafael Pereira Campos Guimarães, sou médico Neurologista, inscrito no CRM-SP sob o número 236278 e no RQE 106401.

Toda a minha formação foi realizada em instituições públicas, o que para mim sempre representou não apenas um caminho profissional, mas também um compromisso com a medicina séria, acessível e baseada em ciência.
Sou graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e realizei minha Residência em Neurologia no Hospital Municipal São José, em Joinville – Santa Catarina, hospital reconhecido como referência em neurologia na região.

Residência Médica em Neurologia no Hospital Municipal São José – Joinville


Equipe de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Municipal São José em Joinville – 2022

Ao longo da minha jornada, aprendi algo que transformou profundamente a forma como exerço a medicina:
Conhecimento e esforço são essenciais, mas o verdadeiro tratamento vai muito além da escolha do melhor medicamento.

Tratar um paciente é:

  • Entender
  • Escutar
  • Acolher
  • Cuidar de forma integral

Cada pessoa carrega uma história única, hábitos próprios, medos, expectativas, crenças e uma família ao redor. E tudo isso muda completamente a maneira como o tratamento deve ser conduzido.

Por isso, meu trabalho é guiado por um princípio muito claro:


“Meu propósito é encontrar o melhor caminho para cada paciente, de forma individualizada e personalizada, com empatia, paciência e escuta verdadeira.”


Para cumprir esse propósito com responsabilidade e excelência, busquei uma formação contínua além da residência.
Realizei Extensão no Serviço de Dor do Hospital das Clínicas da USP, participei de diversas atualizações em congressos médicos, além de obter certificação em Neuromodulação pela UNIFESP e certificação em Medicina Canabinoide pela WeCann.

Congresso Brasileiro de Neurologia (2024)


Ambulatório de TBA para Espasticidade – Centro Especializado em Reabiliação – SP

Neuromodulação não Invasiva – UNIFESP

Toda essa bagagem técnica me permitiu construir uma atuação clínica sólida, atualizada e, principalmente, orientada para resultados reais na vida das pessoas.

Hoje, meu foco de atuação é voltado principalmente para:

  • Dor de Cabeça (Cefaléia)
  • Dor Crônica
  • AVC
  • Demências (Alzheimer e outras)
  • Aplicação de TBA para Enxaqueca e Espasticidade
  • Neuromodulação
  • Medicina Canabinóide

Sempre com um olhar atento, humano, respeitoso e individualizado.


Se você ou alguém da sua família enfrenta esquecimentos, suspeita de Alzheimer, dor crônica, AVC, cefaleia ou precisa de um acompanhamento neurológico cuidadoso, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho.
Estou aqui para caminhar com você, com ciência, empatia e compromisso real com sua saúde.


Como serão as consultas comigo?

Durante as consultas, gosto de explicar tudo com calma, em linguagem simples e acessível, para que não restem dúvidas.


Acredito que entender o que está acontecendo no próprio corpo e no próprio cérebro faz parte do tratamento. Um paciente bem orientado participa melhor das decisões, adere mais ao plano terapêutico e se sente mais seguro em todo o processo.

A primeira consulta é um momento muito importante, pois é quando consigo compreender a história completa do paciente — não apenas a doença, mas a pessoa como um todo: sua rotina, seus hábitos, suas dores, seus medos, sua família e o impacto real do problema na vida diária.



Para que essa avaliação seja o mais completa possível, na primeira consulta peço que tragam, sempre que tiverem:

  • Exames antigos (caso possuam);
  • Exames de imagem — tanto o laudo quanto, se possível, as próprias imagens;
  • A lista dos medicamentos que usam todos os dias;
  • O histórico médico prévio, incluindo:
    • Doenças já diagnosticadas,
    • Cirurgias realizadas,
    • Relatórios médicos anteriores,
    • Acompanhamento com outros profissionais de saúde.

Para mim, todas essas informações são valiosas para entender melhor o seu problema, identificar padrões, evitar repetições de exames desnecessários e construir um raciocínio clínico mais preciso.

Meu objetivo é que o paciente e os familiares entendam com clareza o que está acontecendo, participem ativamente das decisões e saiam da consulta com:

  • Um diagnóstico bem explicado (sempre que possível),
  • Um plano de tratamento claro e estruturado,
  • Orientações práticas para o dia a dia,
  • E a sensação de que não estão sozinhos naquele processo.

O acompanhamento é de perto. Eu não acredito em “consultas soltas”, sem continuidade. Após a consulta inicial, sigo acompanhando a evolução do paciente, ajustando o tratamento conforme a resposta clínica, as necessidades e as mudanças ao longo do tempo.

Mantenho contato direto por mensagens, realizo retornos presenciais ou por teleconsulta, e faço os ajustes necessários sempre que preciso, com responsabilidade, cuidado e atenção individualizada.

Essa proximidade traz mais segurança para o paciente e para a família, especialmente em condições como Alzheimer, AVC, dor crônica e outras doenças neurológicas que exigem acompanhamento contínuo.

Ao longo dos anos, esse modelo de atendimento próximo, humano e cuidadoso tem gerado resultados muito positivos.
Hoje, contamos com mais de 100 avaliações na Doctoralia e no Google, reflexo da confiança que os pacientes e familiares depositam no meu trabalho.



Por isso, posso dizer com tranquilidade:

Você pode contar comigo nessa jornada.


Iniciaremos uma caminhada juntos, no seu ritmo, com o objetivo de alcançar o melhor tratamento possível, o máximo de qualidade de vida e o melhor resultado que a medicina pode oferecer no seu caso.


Nem toda insônia é doença

Muitas vezes o sono é prejudicado por fatores temporários do dia a dia. Mudanças de rotina, excesso de trabalho, preocupações emocionais ou hábitos inadequados podem interferir no funcionamento do cérebro durante a noite.

O sono depende de um equilíbrio delicado entre sistemas cerebrais responsáveis pelo estado de alerta e mecanismos que induzem o descanso. Quando esse equilíbrio é perturbado, o cérebro pode permanecer em estado de vigilância, dificultando o início do sono.

Situações comuns que podem causar insônia temporária incluem períodos de estresse intenso, uso excessivo de telas antes de dormir, consumo elevado de cafeína, horários irregulares para dormir e acordar ou alterações recentes na rotina.

Quando essas causas são corrigidas, o sono costuma melhorar naturalmente.

No entanto, quando a insônia se torna persistente ou começa a afetar o funcionamento diário, é importante investigar outras possíveis causas.


Como o cérebro controla o sono

O sono não acontece simplesmente porque estamos cansados. Ele depende de uma rede complexa de regiões cerebrais que trabalham em conjunto para regular os ciclos de vigília e descanso.

Entre as estruturas mais importantes envolvidas nesse processo estão o hipotálamo, responsável pelo ritmo circadiano, o tronco cerebral, que participa da transição entre vigília e sono profundo, e o tálamo, que ajuda a reduzir estímulos sensoriais durante o descanso.

Diversos neurotransmissores também participam desse processo, incluindo melatonina, serotonina, dopamina, GABA e orexina.

Quando esses sistemas estão equilibrados, o cérebro alterna naturalmente entre períodos de vigília e sono restaurador. Quando há alterações nesse equilíbrio, o padrão de sono pode se tornar irregular ou fragmentado.

É por isso que diversas doenças neurológicas podem interferir na qualidade do sono.


Ansiedade

Embora muitas pessoas considerem a ansiedade apenas um problema emocional, ela envolve alterações neurobiológicas importantes no cérebro.

Regiões como a amígdala, o córtex pré-frontal e o hipocampo participam do controle das emoções e do estado de alerta. Quando esses circuitos estão hiperativados, o cérebro pode permanecer em estado de vigilância mesmo durante a noite.

Os sintomas mais comuns incluem:

  1. Dificuldade para iniciar o sono
  2. Pensamentos acelerados à noite
  3. Sensação de alerta constante
  4. Despertares frequentes durante a madrugada
  5. Sensação de sono superficial

Quando esse padrão se mantém por semanas ou meses, a insônia pode se tornar persistente.


Depressão

A insônia é um dos sintomas mais frequentes associados à depressão. Em muitos casos, a alteração do sono surge antes mesmo do diagnóstico formal da doença.

Alterações nos níveis de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina podem interferir diretamente nos circuitos cerebrais responsáveis pela regulação do sono.

Entre as manifestações mais comuns estão:

  1. Despertar precoce pela manhã
  2. Sono fragmentado
  3. Sensação de cansaço ao acordar
  4. Redução da energia durante o dia

Tratar adequadamente a depressão costuma melhorar significativamente a qualidade do sono.


Apneia do sono

Embora muitas pessoas associem a apneia apenas ao ronco, ela também tem forte impacto neurológico. A apneia ocorre quando há interrupções repetidas da respiração durante o sono, o que provoca fragmentação do descanso e redução da oxigenação cerebral.

Isso pode levar a vários sintomas que muitas vezes são interpretados apenas como cansaço ou estresse.

Entre os sinais mais comuns estão:

  1. Ronco intenso
  2. Pausas respiratórias durante o sono
  3. Sonolência excessiva durante o dia
  4. Dor de cabeça ao acordar
  5. Dificuldade de memória e concentração
  6. Irritabilidade ou fadiga persistente

Além disso, a apneia do sono está associada ao aumento do risco de diversas condições neurológicas e cardiovasculares.


Síndrome das pernas inquietas

A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio neurológico relativamente comum que interfere diretamente no início do sono.

Ela provoca sensações desconfortáveis nos membros inferiores que geram uma necessidade quase irresistível de movimentar as pernas.

Os sintomas costumam incluir:

  1. Sensação de formigamento ou desconforto nas pernas
  2. Necessidade de movimentar os membros
  3. Piora dos sintomas durante a noite
  4. Dificuldade para permanecer parado na cama
  5. Melhora temporária ao movimentar as pernas

Esses sintomas podem impedir o início do sono e levar à insônia persistente.


Como é feita a investigação da insônia

Quando a insônia se torna frequente ou começa a afetar o funcionamento diário, uma avaliação médica pode ajudar a identificar a causa.

A investigação geralmente começa com uma análise detalhada dos sintomas, do padrão de sono e dos hábitos de vida do paciente. Em alguns casos pode ser recomendado registrar horários de sono e despertar para identificar padrões.

Dependendo da suspeita clínica, exames como a polissonografia podem ser utilizados para avaliar a qualidade do sono e identificar distúrbios respiratórios ou movimentos involuntários durante a noite.

Em algumas situações também pode ser necessária uma avaliação neurológica mais completa para investigar alterações cognitivas ou metabólicas que possam estar interferindo no sono.


Higiene do sono

Mudanças simples na rotina podem melhorar significativamente a qualidade do sono e muitas vezes fazem parte do tratamento inicial da insônia.

Entre as medidas mais recomendadas estão:

  • Manter horários regulares para dormir e acordar
  • Evitar uso de celular ou computador antes de dormir
  • Reduzir o consumo de cafeína após o final da tarde
  • Manter o quarto escuro, silencioso e confortável
  • Evitar refeições pesadas ou exercícios intensos à noite

Essas medidas ajudam o cérebro a reconhecer o momento adequado para iniciar o sono.


Impacto da insônia na saúde cerebral

Dormir mal de forma persistente não afeta apenas a sensação de cansaço. A privação crônica de sono pode interferir em diversas funções cerebrais importantes.

Estudos científicos associam a insônia prolongada a:

  • Piora da memória
  • Dificuldade de concentração
  • Maior risco de ansiedade e depressão
  • Aumento do risco de demência
  • Maior risco de acidente vascular cerebral

Durante o sono profundo ocorre um processo chamado sistema glinfático, responsável por remover toxinas acumuladas no cérebro ao longo do dia. Quando o sono é insuficiente, esse processo pode ser prejudicado.


Quando procurar um neurologista

A dificuldade para dormir merece investigação quando começa a interferir na qualidade de vida, no desempenho profissional ou no funcionamento cognitivo.

Procure avaliação neurológica especialmente quando a insônia estiver associada a:

  • Sintomas persistentes por mais de três meses
  • Dificuldade importante de concentração
  • Perda de memória recente
  • Cansaço constante mesmo após dormir
  • Ronco intenso ou pausas respiratórias
  • Movimentos involuntários durante o sono
  • Dores de cabeça frequentes

Uma avaliação especializada pode ajudar a identificar a causa da insônia e orientar o tratamento adequado.


Mensagem do Dr. Rafael:

Dormir bem não é apenas uma questão de conforto. O sono é um dos pilares fundamentais da saúde cerebral.

Quando o cérebro não consegue descansar adequadamente, diversas funções cognitivas e emocionais podem ser prejudicadas.

Embora muitas vezes a insônia esteja relacionada a fatores do cotidiano, em alguns casos ela pode indicar alterações neurológicas que merecem investigação.

Identificar a causa do problema é o primeiro passo para restaurar o sono e proteger a saúde do cérebro ao longo da vida.


Perguntas frequentes sobre insônia (FAQ)

1. Insônia pode ser causada por problemas neurológicos?

Sim. Alterações em circuitos cerebrais que regulam o sono podem provocar insônia, especialmente em condições como ansiedade, depressão, apneia do sono e algumas doenças neurológicas.

2. Quando a insônia passa a ser considerada crônica?

A insônia é considerada crônica quando ocorre pelo menos três vezes por semana e persiste por mais de três meses.

3. Ansiedade pode causar insônia?

Sim. A ansiedade mantém o cérebro em estado de alerta, dificultando o início do sono e provocando despertares frequentes durante a noite.

4. Apneia do sono pode causar insônia?

Sim. A apneia provoca interrupções repetidas da respiração durante a noite, fragmentando o sono e causando cansaço e sonolência durante o dia.

5. Insônia pode afetar a memória?

Sim. A privação de sono prejudica processos cerebrais importantes para consolidação da memória e aprendizado.

6. Qual médico trata insônia?

Dependendo da causa, a insônia pode ser tratada por neurologistas ou otorrinolaringologistas.

7. Teleconsulta pode ajudar no tratamento da insônia?

Sim. Muitos casos de insônia podem ser avaliados e tratados inicialmente por teleconsulta, especialmente quando relacionados a hábitos ou fatores emocionais.

8. O que fazer quando não consigo dormir?

A primeira etapa envolve melhorar hábitos de sono e investigar possíveis causas médicas quando o problema persiste por semanas ou meses.

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Referências

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